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GOIÂNIA

22 de Junho de 2022, 09h:00 - A | A

GERAL / EFEITO PETROBRAS

Postos e distribuidoras viram “alvos” por suspeita de aumentos abusivos nos preços dos combustíveis

Procon aponta indícios de “reajustes” injustificados e deu início às fiscalizações nos postos de Goiânia, região metropolitana w deverá começar a “visitar” distribuidoras

MÁRIO ANDREAZZA
REDAÇÃO G5




Reajuste anunciado pela Petrobras na última sexta-feira (17), desencadeou série de fiscalizações por parte do Procon para verificar reajustes abusivos em Goiânia e região metropolitana a partir dessa segunda-feira (20). Segundo o órgão, além dos postos, a intenção é fiscalizar, pela primeira vez, os preços praticados pelas distribuidoras.

O preço médio de venda de gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,86 para R$ 4,06 por litro (alta de 5,18%). Para o diesel, preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 4,91 para R$ 5,61 por litro (alta de 14,26%).

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Outro ponto destacado pelo Procon é o reajuste, supostamente injustificado, no preço do etanol, que estaria em queda nas usinas.

De acordo com a informação, a intenção, dessa vez, é verificar os preços “em cadeia”, ou seja, se as distribuidoras estão comprando diesel por R$ 5,61 e gasolina por R$ 4,06, altas de 14,26% e 5,18%, respectivamente, comprovar por quanto estão revendendo aos postos e se estão repassando aumento “muito maior” do cobrado pela estatal.

Há indícios de que as distribuidoras reajustam preços e vendem combustíveis mais caros aos postos mesmo quando não há aumentos por parte da Petrobras ou usinas e ainda, quando há aumentos na estatal, aproveitam e reajustam acima do proposto.

Em seguida, após verificar o aumento absorvido pelos postos, verificar o reajuste repassado aos consumidores finais, os motoristas, a investigação vai apontar se há ou não cobrança abusiva.

Os motoristas, desde o último fim de semana, estão acompanhando que o etanol também ficou mais caro, no entanto, aumento ainda não justificado. Embora o diesel mais caro deca encarecer a produção das usinas, o reajuste imediato, em alguns postos o álcool já é encontrado a R$ 5,27, não tem explicação. Ainda mais que o preço médio praticado nas indústrias caiu de R$ 2,77 para R$ 2,70 na semana passada.

Apesar de indícios de reajustes acima “do normal”, o superintendente do Procon Goiás, Levy Rafael, destaca que há diferenças significantes nos preços dos combustíveis entre os postos, principalmente entre as regiões, o que se faz necessário as investigações, porém, indica fatores que podem justificar essa “diferença”.

Em Goiânia e Região Metropolitana, os preços do etanol variam de R$ 4,34 a R$ 5,27, a gasolina custa entre R$ 6,79 e R$ 7,89 e o diesel chega a ter diferença de R$ 1,50.

O Procon verificou postos que reajustaram o diesel em 16% e o valor do litro bate a casa dos R$ 8,39. Se comparado com o aumento da Petrobras, 14,26%, o aumento não se justifica.

Levy destaca que a diferença de preços entre postos leva em consideração os custos de cada estabelecimento, o estoque, promoções feitas com o uso desse estoque antigo, o valor negociado com as distribuidoras.

De tal forma, o Procon está notificando os estabelecimentos a apresentarem notas fiscais de compra dos últimos 30 ou 45 dias para verificar os preços praticados no período antes do reajuste da Petrobras e comprar com os valores atuais nas bombas.

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