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GOIÂNIA

07 de Outubro de 2021, 10h:16 - A | A

GERAL / "GUERREIROS DO GIRO"

Policiais fazem "vaquinha" para ajudar colegas que espancaram advogado

Advogado foi algemado e espancado por policiais militares após ele tentar defender um flanelinha durante uma abordagem; policiais do Giro já arrecadaram R$ 4 mil para pagar advogados dos agressores

DA REDAÇÃO




Policiais militares de Goiás criaram uma “vaquinha” para ajudar os PMs afastados da coorporação por terem espancado um advogado em Goiânia no dia 21 de julho, na região central da capital. Em 14 dias, foram arrecadados R$ 4,3 mil na campanha de doação financeira para pagar advogados de defesa dos investigados.

Na época do ocorrido, um vídeo da agressão foi repercutido, causando indignação em muitas pessoas pela força excessiva dos policiais durante uma abordagem ao advogado Orcélio Ferreira Silvério Júnior por defender um flanelinha. 

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Em uma das gravações feitas por testemunhas, exibe o espancamento da vítima, algemado com as mãos para trás, sendo arrastado pelo chão, levando vários tapas e socos.

Leia mais: MP denuncia PMs que torturaram advogado por defender flanelinha e suspende porte de armas; Veja vídeo

A iniciativa dos policiais para a criação da vaquinha visa custear os honorários dos advogados dos investigados. “Resolvemos realizar essa vaquinha para ajudar os irmãos de farda. São cinco policiais que estão tendo custos altos com advogados, sem contar nas famílias que ficarão desamparadas”, diz trecho do comunicado.

Conforme os policiais que organizam a campanha, o grupo de WhatsApp “Vaquinha Guerreiros Giro” foi criado para que os participantes postem os comprovantes das doações.

VEJA OS VÍDEOS:

Investigados

Por decisão judicial, o tenente que comandou a abordagem, Gilberto Borges, foi preso dois meses depois do ocorrido. Em depoimento, o militar disse que teria reagido a provocações.

Os outros quatro policiais envolvidos na ocorrência estão afastados do policiamento nas ruas. Os oficiais Ildefonso Malvino Filho, Diogenys Debran Siqueira Silva e Wisley Liberal Campos e o cabo Robert Wagner Gonçalves de Menezes.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), chegou a comentar sobre o caso e declarou que “está nítido o excesso” de força na abordagem.  A seccional goiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO) denunciou a agressão à Organização das Nações Unidas (ONU).

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