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GOIÂNIA

13 de Julho de 2021, 08h:54 - A | A

GERAL / INTERNADA EM ESTADO GRAVE

Polícia investiga restaurante onde jovem comeu sushi e pegou "doença da urina preta"

Kelly Silva, de 27 anos, está internada há duas semanas em uma UTI; estado é grave, mas família diz que jovem reage bem ao tratamento

GABRIELLA BRAGA
DA REDAÇÃO




A Polícia Civil de Goiás vai investigar o caso da jovem que se contaminou com a toxina que provoca a "doença da urina preta", após comer peixe cru em um restaurante japonês, em Goianésia, 175 km de distância da Capital. Kelly Silva, de 27 anos, está internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Goiânia, desde 24 de junho. O estado de saúde é grave, mas, segundo a família, está reagindo bem ao tratamento.

Segundo a delegada Ana Carolina Pedrotti, a investigação visa saber se houve algum tipo de crime contra o consumidor, por parte do restaurante, e apurar outra eventual responsabilidade. 

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À TV Anhanguera, o estabelecimento afirmou que segue os padrões estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que não sabe informar qual pescado foi responsável pela infecção.

A doença, que causa paralisia muscular e problemas nos rins, obrigou Kelly a fazer hemodiálise todos os dias. Segundo a mãe, Maria da Conceição, a jovem teve de ser carregada ao hospital devido a paralisia dos músculos. O pai, Nivaldo Carlos da Silva, conta que, com o agravamento dos sintomas, ela parou de ter movimentos nos pés e nas mãos.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goianésia emitiu um alerta epidemiológico sobre a "Síndrome de Haff" aos hospitais da cidade para que, em caso de novas infecções, a Vigilância Epidemiológica seja prontamente comunicada. 

O QUE É A DOENÇA?

Conhecida como doença da urina preta, a Síndrome de Haff é uma doença bacteriana rara transmitida através da ingestão de peixe contaminado. Como a doença destrói as proteínas musculares, os principais sintomas são a perda da força física, dor muscular, desmaios, febre e urina escura. 

A toxina pode estar presente tanto na carne crua ou cozida, já que é termoestável, ou seja, não é eliminada em altas temperaturas. Mas a forma como o animal se contamina não é consenso entre especialistas. Para alguns infectologistas, a toxina é gerada quando o pescado é mau acondicionado. Outros já acreditam que os peixes são contaminados com as algas que ingere.

Os sintomas aparecem nas primeiras 24 horas após o consumo. A doença deve ser tratada rapidamente, pois pode causar insuficiência renal, falência múltipla de órgãos e óbito.

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