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GOIÂNIA

03 de Junho de 2022, 07h:22 - A | A

GERAL / AVENIDA INTERDITADA

Polícia “fecha” T-9 para simulação de racha que matou dois jovens na Capital

O trabalho será realizado pela Polícia Técnico Científica (PTC) com a poio da Polícia Civil e Militar com previsão de início às 14h e término às 16h.

MÁRIO ANDREAZZA
REDAÇÃO G5



Avenida T-9, em Goiânia, sentido sudoeste, direção Praça das Bandeiras, será interditada na tarde desta sexta-feira (03) para realização da “simulação” do suposto racha ente Toyota Hilux e BMW, que terminou com o capotamento da caminhonete e a morte dos jovens Wictor Fonseca Rodrigues, 20 anos, e Marcella Sonia Gomes do Amaral, 15 anos.

O trabalho será realizado pela Polícia Técnico Científica (PTC) com a poio da Polícia Civil e Militar.

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A avenida será “fechada” das 14h às 16h para que a dinâmica dos fatos seja esclarecida, ajude no avanço das investigações e responder às linhas de investigações e versões apontadas, principalmente, pela defesa dos motoristas Eduardo Henrique, 22 anos, e Arthur Yuri, 18, que teriam realizado a “disputa” em alta velocidade pela T-9.

Os advogados Benedito Torres e Felipe Carrijo trabalham com a estratégia de que o capotamento da caminhonete foi em decorrência de “deformidades” no asfalto, tentam emplacar que Eduardo, que conduzia a Hilux, perdeu o controle da direção pelas “deficiências” da pista e desconsideram o fato de o cliente ter consumido bebidas alcoólicas antes de pegar ao volante e, ainda, trafegar a 123km/h pela avenida, assim como o amigo Arthur Yuri, que trafegava em velocidade similar com a BMW.

Os defensores também tentam descaracterizar que Eduardo e Arthur estariam praticando “racha”. Benedito e Felipe “explicam” que só porque os veículos estavam trafegando juntos com “velocidade inadequada”, ou seja, 123km/h numa avenida onde a velocidade máxima permitida é 60 km/h, entendeu-se que estaria acontecendo a disputa.

Benedito e Felipe afirmam que as investigações irão comprovar essa versão.

A simulação dos fatos, do momento em que os jovens deixam a boate, passando pelo “racha” e o capotamento da caminhonete na T-9, deve responder todas essas questões e definir se houve racha, se o asfalta contribuiu para o acidente fatal, a velocidade dos veículos e acabar com todas as dúvidas “jogadas” sobre o caso.

Após os trabalhos, previstos para às 16h, a avenida será liberada.

Entenda o caso

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O capotamento

De acordo com as primeiras informações, Marcella e os demais envolvidos no grave acidente, todos jovens, inclusive alguns menores de idade, como a vítima, estavam numa boate do Setor Marista, onde consumiram bebidas alcoólicas da noite de sexta (06) à madrugada de sábado (07).

Ao deixarem o estabelecimento, o grupo se dividiu entre os veículos e começaram a “brincar de racha”, ou seja, colocar os veículos disputando qual atinge maior velocidade e permanece na frente do outro.

Em determinado momento, o condutor da caminhonete, identificado como Eduardo, perdeu o controle da direção, veículo saiu da pista capotou e só parou após bater contra a fachada de uma loja.

Os peritos analisaram as condições em que a vítima fatal foi encontrada, o veículo envolvido e o perímetro do acidente para coletar informações que determinem causas e circunstâncias do fato.

O corpo da adolescente foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame de necropsia antes de ser liberado para os procedimentos fúnebres junto à família. Investigadores da Dict acompanharam os trabalhos da perícia, ouviram testemunhas e coletaram informações preliminares para dar início à apuração dos fatos.

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