Patinador que morreu atropelado era conhecido por coragem em esportes radicais

O equilíbrio nunca foi um problema para Marcelo Marzinotti Camargo. Nos últimos anos dos 27 dele, foram de adrenalina e desafios que chamavam a atenção de amigos e familiares. Ele morreu no sábado (13) atropelado por uma médica na Rua 46, no Jardim Goiás, perto do Parque Flamboyant, em Goiânia. Com a partida fora de hora, a turma de Marcelo ficou incompleta, como escreveu uma amiga, Lara Tatyanne. "Você fez a diferença em nossas vidas e estará sempre no meu coração", escreveu.
No cotidiano de Marcelo, não faltavam skate, mergulho em rios, luvas de boxe, cordas para escalar grutas, barracas em acampamentos, "slackline" e um par de patins. Foi justamente com os patins preenchendo os pés que o corpo de Marcelo foi recolhido por um Citroën que perdeu o controle e o acertou, jogando seu corpo no meio da via.
Engenheiro de controle e automação, Marcelo, para os amigos, foi o "homem mais corajoso". Não é difícil entender porquê. Nas redes sociais, o jovem, sempre com um sorrisão, se atrevia com o radicalismo esportivo. Na corda bamba do "slackline", posava, diante do por do sol. Ali, como Buda, parecia pensar que "a paz vem de dentro de você mesmo. Não procure à sua volta."
Daniel, um amigo e companheiro da rotina aventureira de Marcelo, escreveu um texto emocionante no Instagram. "Você sempre teve uma vontade de viver absurda e coragem enorme. Eu sofri suas decepções e vibrei com suas vitórias. Você merecia muito mais, muito mais mesmo. Você foi e levou um pedaço de mim", escreveu.
A tia do jovem, Maria José Camargo, postou uma homenagem com a música Estrelinha, do padre Ezequiel. Entre um trecho e outro, a voz e a melodiam concluem: "Quando bater a saudade olhe aqui pra cima".












