Parque DiRoma diz que brinquedo de onde menino caiu estava interditado e sinalizado
Segundo o delegado, apenas um tapume e uma fita zebrada fazia a interdição do local e não haviam placas de alerta de perigo ou proibição de entrada e qualquer pessoa poderia passar pelos "obstáculos" colocados pelo clube

O Grupo DiRoma, responsável pelo parque aquático onde o menino Davi Lucas de Miranda, 8 anos, morreu após cair de um toboágua de cerca de 15 metros de altura, na tarde desse domingo (13), em Caldas Novas (169 km da Capital), se pronunciou sobre o caso e alegou que havia tapume na área e que o local estava "devidamente sinalizada". O delegado Rodrigo Pereira, responsável pela investigação, no entanto, disse que não havia placas de alerta ou de proibição na entrada no brinquedo, conhecido como "vulcão".
Em nota, a direção do clube DiRoma lamentou a morte da criança e disse que está prestando solidariedade à família da vítima.
"A área em que ocorreu o acidente estava completamente fechada com tapume e devidamente sinalizada para reforma e melhorias", informou o comunicado.
Ainda conforme a empresa, todas as dependências do complexo são vistoriadas "com rigor" pelo Corpo de Bombeiros e possui todos os alvarás e licenças necessárias. "Em cinquenta anos de história e tradição, o Grupo DiRoma nunca sofreu uma tragédia dessa magnitude", alegou.
Segundo o delegado, apenas um tapume e uma fita zebrada fazia a interdição do local e não haviam placas de alerta de perigo ou proibição de entrada. Ainda conforme o investigador, qualquer pessoa poderia passar pelos "obstáculos" colocados pelo clube, subir as escadas e alcançar o topo do toboágua. Por isso, havia falta de sinalização adequada.
Após o acidente, a Polícia Técnico-Científica (PTC) esteve no clube para fazer a perícia, que constatou que o menino conseguiu subir até a plataforma do toboágua e entrou em um dos quatros escorregadores que havia no local. Apenas um deles estava com a estrutura totalmente montada. A criança, no entanto, entrou em um que estava incompleto e acabou caindo em queda livre de uma altura de 13,8 metros.
Antes mesmo de chegar ao chão, o garoto bateu contra a estrutura de ferro do brinquedo, que deixou marcas em seu corpo. Segundo a perícia, a escada para entrar na estrutura estava de frente a uma área movimentada e não tinha obstáculos para impedir a entrada de pessoas.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
Nota na íntegra
"O Grupo DiRoma vem publicamente lamentar e prestar profunda solidariedade à família da criança que tragicamente se acidentou nas dependências do nosso complexo.
A área em que ocorreu o acidente estava completamente fechada com tapume e devidamente sinalizada para reforma e melhorias.
O espaço, bem como todo nosso complexo, é vistoriado com rigor pelo Corpo de Bombeiros e possui todos os alvarás e licenças emitidos pelas autoridades competentes.
Em cinquenta anos de história e tradição, o Grupo DiRoma nunca sofreu uma tragédia dessa magnitude.
As investigações sobre as causas do acidente serão realizadas pela Polícia Civil.
Estamos consternados, colaborando com as autoridades, oferecendo total suporte à família nesse momento de luto."
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Relembre o caso
Davi Lucas de Miranda, 8 anos, que vivia em Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais, estava no clube a passeio junto com os pais e irmãos quando pediu ao pai para ir ao banheiro. Por conhecer o local e saber nadar, o responsável acabou deixando ele ir sozinho.
No caminho, a criança avistou o toboágua e entrou no brinquedo, onde acabou caindo de cerca de 15 metros de altura após chegar no topo da plataforma.
O menino foi socorrido inicialmente pelo guarda-vidas do parque e levado pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Municipal de Caldas Novas, onde deu entrada com traumatismo craniano grave.
A vítima recebeu atendimento no local mas, por conta da gravidade do quadro, precisou ser intubado e começou a ser preparado para ser transferido ao Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia.
Um helicóptero do Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado para fazer o transporte da criança até a Capital. No entanto, o menino sofreu uma parada cardiáca e precisou retornar para o hospital de Caldas Novas, onde acabou morrendo.
O óbito foi constatado por volta de 19h e o corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame cadavérico, que constatou várias lesões, traumatismo craniano e asfixia por afogamento.














