Pai de santo preso por estuprar adolescentes é condenado a 113 anos de cadeia
Francisco de Assis Maximiliano, de 44 anos, é acusado de usar seu trabalho para abusar e ameaçar as vítimas, que tinham entre 12 e 14 anos

Francisco de Assis Maximiliano, de 44 anos, foi condenado a 113 anos de prisão por estupros contra cinco adolescentes, em Santo Antônio do Descoberto (89 km da capital). As investigações apontaram que ele usava seu trabalho como pai de santo para abusar sexualmente e ameaçar as vítimas, que tinham entre 12 e 14 anos.
O acusado está preso desde janeiro de 2019. Na época, ele foi acusado por seis crimes sexuais, mas um deles prescreveu. O julgamento em segunda instância dos outro cinco casos ocorreu na última segunda-feira (7), com a sentença condenatória assinada pela desembargadora Carmecy Rosa Maria Alves.
A defesa do homem informou, à TV Anhanguera, que vai entrar com recurso contra a decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A sentença judicial mantém o pai de santo preso em regime fechado.
Conforme as investigações da Polícia Civil, os crimes tiveram início em 2012, mas as vítimas só começaram a denunciar os abusos em 2020. A primeira denúncia foi orientada pela mãe de uma das adolescentes, que foi informada pela filha sobre os crimes sexuais.
O crime que prescreveu, no entanto, ocorreu ainda no ano 2000, quando o pai de santo obrigou uma adolescente a manter relações seuxais com ele. Esse teria sido o primeiro estupro cometido pelo pai de santo.
Crimes sexuais
Ainda em 2012, uma das vítimas, à época com 12 anos, foi passar a noite na casa de uma amiga, que é filha do acusado. Na data, Francisco praticou os primeiros abusos com a menor, quando tentou beijar e acariar os seios da adolescente.
Como forma de intimidação, o acusado disse que, caso ela revelasse os abusos, a mãe da vítima ficaria "louca". Com medo de que o pai de santo fizesse algo à mãe, a menor escondeu os estupros, que se tornaram cada vez mais frequentes.
Um ano depois, já quando a menina tinha 13 anos, ele a levou para um motel no Distrito Federal (DF), onde a obrigou a ter relações carnais com ele.
O terceiro abuso denunciado teria iniciado em 2015, durante uma sessão espiritual, onde o acusado, dizendo estar incorporado por uma entidade, disse a uma adolescente de 12 anos que ela deveria ter relações sexuais com o "pai de santo Francisco".
Em outra ocasião, ele levou a menor para um motel, também no DF, onde ameaçou a vítima com uma arma de fogo e a estuprou. Os abusos continuaram sendo cometidos no centro religioso.
Já em 2017, Francisco fez mais uma vítima. A adolescente, de 13 anos, passou por situação semelhante às outras vítimas. O pai de santo levou a menor para um motel e a forçou a ter relações sexuais.
Em outra ocasião, o homem, dizendo estar incorporado por uma entidade espiritual, disse que daria "banhos de erva" com o intuito de promover o "desevolvimento espiritual" dos seguidores. Durante o suposto ato religioso, Francisco despiu três adolescentes e, em seguida, começou a acaricar as partes íntimas das vítimas.
A última vítima que denunciou os abusos sexuais tinha, à época, 13 anos, e começou a morar na residência de uma mulher, que era considerada "filha de santo" de Francisco.
Nesse período, o acusado aproveitou para conquistar a confiança da adolescente e a convenceu a namorar com ele. Durante o "relacionamento", o homem manteve relações sexuais com a menor.












