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GOIÂNIA

18 de Agosto de 2021, 12h:05 - A | A

GERAL / DESVIOS NA SAÚDE

Organização Social de esposa de ex-secretário de Goiânia é alvo de operação

Empresa já havia sido alvo de investigação em 2016, na Operação "SOS Samu"

YAGO SALES
REDAÇÃO




Uma operação que mira contratação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) percorreu seis estados e o Distrito Federal (DF), nesta quarta-feira (18), para identificar como funciona o esquema milionário. Em Goiás, membros do Ministério Público chegaram à Aparecida de Goiânia, nas instalações da  Organização Aparecidense de Terapia Intensiva (OATI), no Garavelo Park. 

A Operação Ethon desencadeada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) cumpriu 61 mandados de busca em apreensão nos estados do Amazonas, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins.

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A investigação, conduzida pelo MPDFT, revelou um esquema instalado no Iges-DF que resultou no desvio de milhões de reais em dois contratos destinados ao fornecimento emergencial de leitos de UTIs. 

Além de superfaturamento, as investigações apontaram que as empresas não forneceram insumos, medicamentos e mão de obra em quantidade e qualidade exigidos. A consequência foi altíssimas taxas de mortalidade nos leitos de UTIs de alguns hospitais administrados pelas responsáveis.

Uma das empresas investigadas é a Organização Aparecidense de Terapia Intensiva LTDA (Oati), que, segundo a Operação, forneceu 20 leitos no Hospital de Base e outros 10 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Sebastião. A empresa é da médica dermatologista Vanessa Gomes Maciel, mulher do ex-secretário de Saúde de Goiânia, Fernando Machado, na gestão do ex-prefeito Paulo Garcia (PT). Quando assumiu a pasta, em 2014, Fernando Machado era acionista da empresa, mas depois repassou a sociedade à mulher. 

Em 2016, a mesma empresa havia sido investigada em uma das maiores operações de combate a corrupção na saúde, denominada "SOS SAMU". Na ocasião, foram presos 21 pessoas - dos quais médicos, servidores do Samu e donos de hospitais e UTIs.

A reportagem ainda não conseguiu falar com a defesa da empresa. 

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