Mulher é internada em UTI com "doença da urina preta"; Saúde faz alerta
Doença é provocada por toxinas presentes nas carnes de alguns peixes; veterinária morreu vítima da enfermidade em março deste ano

Uma mulher foi internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de Goiânia por causa da “doença da urina preta”, enfermidade causada por toxinas presentes em carnes de peixes. A paciente é de Goianésia (126 km de Goiânia) e percebeu os primeiros sintomas no dia 24 de junho, 24 horas após comer peixe.
A doença foi confirmada por exames feitos em Goiânia. Este é o único caso na cidade, mas a Secretaria Municipal de Saúde emitiu um alerta ao Hospital Municipal Irmã Fanny Duran para que, em caso de novas suspeitas, seja imediatamente notificada. O alerta também foi emitido ao Hospital Universitário Evangélico de Goianésia (Huego), ao Hospital e UTI São Carlos, ao Hospital Santa Luzia, à Policlínica de Goianésia e à Unidade de Pronto Atendimento 24 horas (UPA).
"Venho através deste solicitar vigilância sobre possíveis casos de Doença de Haff/ Síndrome de Haff/ Doença da Urina Preta, relacionadas a ingestão de peixe cru ou cozido. É uma doença de contaminação por bactéria, em geral transmitida através do consumo de uma toxina da carne de peixe", diz o alerta epidemiológico.
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Secretaria de Saúde alertou hospitais da cidade para a presença da doença
O alerta ainda traz os sintomas da doença: Destruição de proteínas musculares, provocando sintomas como a perda da força física, dor muscular, desmaios, rabdomiólise (degradação do tecido muscular que libera uma proteína prejudicial no sangue), febre e urina escura.
Em março deste ano, a doença provocou a morte de uma veterinária, Pryscila Andrade, em Recife, Pernambuco. Alguns casos da doença apareceram após ingestão de tambaqui, olho de boi, badejo, pacu-manteiga, pirapitinga e arabaiana.













