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06 de Junho de 2022, 15h:56 - A | A

GERAL / “JOGO DE EMPURRA”

Morte de Marília Mendonça completa 7 meses com investigações “travadas”

Após quase um mês paradas por questões “jurídicas de competência” entre as Polícias Civil e Federal, as investigações foram retomadas há um mês por intervenção do STJ

MÁRIO ANDREAZZA
REDAÇÃO G5



Morte da cantora Marília Mendonça completou 7 meses nesse fim de semana e as investigações, que apuram causas e circunstâncias, seguem “inconclusivas”. As investigações ficaram paradas por quase um mês devido a questões “jurídicas de competência” entre as Polícias Civil e Federal, que não se declaravam “competentes” para assumir o caso.

Junto com a cantora, na queda do avião numa cachoeira do município de Caratinga, em Minas Gerais, no dia 5 de novembro de 2021, morreram o produtor Henrique Ribeiro, o tio e assessor da artista, Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Medeiros e o copiloto Tarcísio Viana.

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A principal linha de investigação aponta que o avião se chocou com linhas de torre de distribuição da companhia energética de Minas Gerais que teria causado a queda. No entanto, a polícia quer descobrir se a aeronave pode ter tido problemas nos motores ou alguma outra interferência que tenha contribuído para o acidente.

Por conflitos de “competência” entre as Polícias Civil e Federal, que não se declaravam competentes para assumir o caso, a apuração do caso ficou para por quase 30 dias, entre os meses de março e abril.

Na primeira semana de maio o Superior Tribunal de Justiça (STJ) interveio no caso e decidiu que a justiça estadual deve ser a responsável, com isso, ficou determinado que a Polícia Civil de Minas Gerais fica à frente das investigações.

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Questionado pelo tempo em que as investigações ficaram paradas, o delegado regional de Caratinga, Ivan Lopes Sales, garantiu que as apurações não foram prejudicadas durante o período.

“Durante esse período de análise do STJ, não houve nenhum prejuízo, a investigação teve o seu curso normal, com conclusão de laudos periciais, expedição de ofícios e oitivas de testemunhas. Ainda que essa investigação perpassa por dois órgãos, Polícia Civil e a Força Aérea Brasileira (FAB). Embora sejam órgãos independentes, com investigações autônomas, elas se complementam na medida em que a polícia civil encaminha elementos informativos para a FAB e a FAB encaminha laudos periciais da aeronave para a polícia civil”, explicou o delegado.

O que se sabe até o momento, além das “hipóteses” das circunstâncias e causas do acidente, é que a perícia apontou que todas as vítimas morreram de “politraumatismo”, ou seja, diversas fraturas causadas pelo choque do avião com o solo e que os exames toxicológicos e de teor alcoólico deram negativos.

Outra informação importante, mas que necessita do avanço das investigações, é o depoimento de um piloto que pousou 20 minutos depois do acidente, se comunicou com a aeronave de Marília e disse à polícia que não ouviu no rádio nenhum relato de problema técnico.

As investigações seguem em andamento e não há previsão de conclusão.

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