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20 de Outubro de 2021, 10h:13 - A | A

GERAL / ANÁPOLIS

Médicos retornam ao trabalho, mas desafiam Justiça e mantêm estado de greve

A categoria cobra convocação dos médicos aprovados em concurso e aponta que os salários dos médicos estão defasados

WELLYNGTON SOUZA
DA REDAÇÃO




Após o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) determinar o fim da greve dos médicos de Anápolis (a 59 km de Goiânia), a categoria afirmou, em nota, que o movimento foi suspenso apenas de forma provisória. A greve teve início na última sexta-feira (15).

A juíza de Direito Substituta em 2º grau, Camila Nina Erbetta Nascimento, acatou uma representação ingressada pela Procuradoria do Município, que apontou ilegalidade e prejuízos à população.

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"O Sindicato dos Médicos de Anápolis informa a toda a categoria médica que presta serviços ao Município de Anápolis, que em decorrência de concessão de medida liminar pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, que determinou o retorno imediato dos médicos aos postos de trabalho, fica suspensa, provisoriamente, a greve fixada a partir do dia 15", diz trecho da nota.

A categoria alegou ainda que o Município apontou "fatos distorcidos" ao representar contra a greve. "Ao contrário do que está sendo divulgado, a greve não foi considerada ilegal. Houve simplesmente a concessão de medida liminar com base em fatos distorcidos apresentados pelo Município", ressaltou.

Mesmo com a decisão em desfavor da categoria, o sindicato permanecerá em estado de greve. "O SIMEA exorta a todos os médicos a voltarem imediatamente aos postos de trabalho, tendo em vista o princípio comum à categoria de cumprimento das leis, das decisões judiciais e a manutenção da ordem legal. Todavia, deve ser mantido o estado de greve até a decisão do recurso a ser interposto junto à Corte Judicial e reconhecimento da legalidade do movimento", ressaltou.

Por fim, o sindicato disse que está aberto às negociações, com intuito de solução dos graves problemas enfrentados pela categoria e o propósito de garantir melhor atendimento médico à população "que merece o respeito e atenção por parte do Executivo Municipal tanto para o correto planejamento, como a aplicação de recursos públicos para garantia do devido atendimento médico, direito constitucional dos cidadãos e dever do Poder Público", completou.

Categoria faz série de exigências

A categoria cobra convocação dos médicos aprovados em concurso, dando prioridade para contratação via credenciamento. O sindicato aponta que os salários dos médicos estão defasados. Além disso, o Simea questiona a retirada da gratificação concedida em 2017 para amenizar o problema do salário na época, com redução da remuneração em média de R$ 2 mil.

Os médicos citam ainda "perseguição dos concursos" com regras proibindo o atendimento do profissional na unidade que trabalha, não disponibilização de plantões extras para os concursados, sendo aberto somente para os credenciados e suspensão dos deferimentos de pedidos de férias e licenças de saúde, prêmio e por interesse particular.

Prefeito chama médicos de "irresponsáveis"

Conforme publicado pelo G5 News, o prefeito de Anápolis, Roberto Naves (PP) fez duras críticas aos médicos que decidiram cruzar os braços. Nas redes sociais, o gestor afirmou que o movimento é totalmente fora de contexto e irresponsável durante a pandemia. Além disso, o prefeito prometeu acionar a justiça.

"É inconcebível, irresponsável e totalmente fora de contexto um movimento grevista neste momento. Enfrentamos uma das piores crises sanitárias da história deste país, elevando Anápolis como uma referência nacional no combate à Covid-19. Agora, o momento pede mais uma vez união e bom senso para enfrentarmos os desafios da pós-pandemia, retomando gradualmente todas as áreas que foram afetadas", declarou.

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