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GOIÂNIA

31 de Julho de 2022, 09h:07 - A | A

GERAL / ANVISA LIBEROU

Médico diz que vacinar crianças de 3 anos contra a covid é ineficaz e traz riscos

Germano Alves considera que a Coronavac não impede o contágio pela Ômicron e a vacinação pode expor as crianças a riscos.

DAFFINY DELGADO
REPÓRTERMT - GRUPO G5



O médico da família Germano Alves, que atua em tratamentos de combate ao coronavírus, descartou, em entrevista ao RepórterMT, que a vacinação de crianças de 3 a 5 anos, com doses de Coronavac, tenha eficácia.

Ele argumenta que a vacina Coronavac não teria eficácia contra a variante Ômicron e por isso não haveria benefício às crianças dessa faixa etária. O médico ainda aponta que uma criança que já foi infectada anteriormente pela covid-19, pode ter o vírus reativado ao ser vacinada.

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A aprovação do uso do imunizante para o público infantil aconteceu de forma unânime, na quarta-feira (13), pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que garante a segurança na imunização.

Várias capitais já começaram a vacinar esse público. Em Mato Grosso, Cuiabá e Várzea Grande aguardam a chegada de doses da Coronavac para começar a imunização de 3 a 5 anos.

Ao RepórterMT, o médico pontuou que atualmente a variante Ômicron está atuando em mais de 90% dos casos da doença em todo mundo. Apesar de ter um contágio acelerado, ela é considerada por especialista uma doença leve, que não costuma evoluir para casos graves.

Considerando que as crianças em geral não estão no grupo de risco, e que se vacinada, ela ainda poderá contrair a doença o especialista afirmou que não recomenda a vacinação diante de sua ineficácia.

“As crianças já tinham muito menos chances de evoluir para um quadro grave, mesmo diante das cepas mais agressivas como a Delta. Com a Ômicron, que é uma cepa mais leve, menos ainda. Então temos que pesar qual o risco e o benefício de se fazer as vacinas para uma doença que já é considerada leve”, disse.

“Então, na minha opinião, não faz sentido a gente proceder com uma vacinação de uma vacina ineficaz para prevenir a transmissão, uma vez que as crianças já não entram, em sua maioria, na forma grave da doença. Isso é para todas as vacinas aprovadas para crianças, tanto a Pfizer e Coronavac”, acrescentou.

O médico enfatizou que esse não é um "discurso anti-vacina, mas sim realista".

"Temos que pensar, é uma vacina que não está trazendo vantagem, não traz um benefício claro sem contar o risco. Até acredito que a Coronavac tenha um risco menor do que a Pfizer, de um modo geral, mas ainda assim é uma vacina que não tem razão de existir porque ela não vai diminuir as chances da criança entrar numa fase grave, porque as crianças já não estão entrando numa fase grave e não tem porque fazer a vacina", explicou.

Riscos da vacinação

De acordo com o doutor Germano, a vacina Pfizer nas crianças tem gerado casos de miocardite. A doença é causada por uma infecção viral e pode enfraquecer o coração, o que pode causar insuficiência cardíaca, frequência cardíaca anormal e morte súbita.

"Em relação à Pfizer já sem tem vários riscos descritos como a miocardite. Os estudos tem mostrado que os eventos de miocardite com a vacina são muito superiores aos eventos dos que apenas tiveram a covid. Um dos argumentos das pessoas é que a covid provoca miocardite, então vamos vacinar porque o risco da doença nos vacinados é igual dos que tiveram a doença. Mentira!", afirmou.

"A vacina da Pfizer ela traz um risco de miocardite e pericardite (que é o inchaço e irritação da membrana fina em forma de saco que envolve o coração). E isso já está bem descrito e o risco é bem maior nas crianças do que nos adultos", emendou.

Já em relação a Coronavac, o médico disse que os riscos são menores, mas há casos ainda não elucidados ainda de quadros inflamatórios nas pessoas que já tiveram a doença e foram imunizadas.

"A Coronavac é indiscutivelmente mais segura do que a Pfizer, tem menos eventos adversos registrados e menos risco. Só que a grande questão, na minha opinião, é que ela não tem razão pra ser, não tem razão pra ter. Mas ela tem riscos, ainda não elucidados, que é o de uma condição que a gente chama de ADE, que é uma reativação não imunológica que pode acontecer em pacientes que já tiveram a doença e que quando tomam a vacina, eles podem desenvolver um quadro inflamatório como se tivesse tendo a doença de novo”, finalizou Germano Alves.

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