07 de Agosto de 2022
icon instagram icon facebook icon twitter icon youtube

GOIÂNIA

14 de Junho de 2022, 13h:35 - A | A

GERAL / CASO VALÉRIO LUIZ

Jurado deixa hotel na madrugada e julgamento é adiado pela quarta vez; veja vídeo

A decisão de adiamento foi do juiz Lourival Machado sob justificativa de “dissolvição do júri”. A data para retomada do Júri ficou marcada para dia 5 de dezembro e será desde à fase inicial

MÁRIO ANDREAZZA
REDAÇÃO G5



Tribunal do Júri do caso Valério Luiz, que começou nessa segunda-feira (13), em Goiânia, que julga o envolvimento do ex-presidente do Atlético-GO, Maurício Sampaio, apontado como mandante da execução do jornalista, e quatro comparsas, Urbano de Carvalho, Ademá Figueiredo, Marcus Vinícius Pereira Xavier; e Djalma da Silva, acusados pela execução do crime, foi adiado nesta terça-feira (14), após um dos jurados sair do isolamento durante a madrugada sob alegação de “estar passando mal”.

A decisão de adiamento foi do juiz Lourival Machado sob justificativa de “dissolvição do júri”. A data para retomada do Júri ficou marcada para dia 5 de dezembro e será desde à fase inicial, com a escolha de novos jurados e as testemunhas ouvidas novamente.

>>> Clique aqui e receba notícias de Goiás na palma da sua mão

>>> Acesse este link e siga a notícia em tempo real no Instagram

De acordo com a explicação, um dos jurados teria passado mal, devido à alguma coisa que teria comido, e saiu do quarto do hotel, por conta própria, onde teria que ficar em isolamento durante o julgamento, para tomar remédio.

A saída do hotel “quebra o princípio da isenção do jurado”, que durante o período do julgamento só poderia ter contato com os demais jurados.

Filho de Valério Luiz - Advogado assistente de acusação do júri

O advogado Valério Luiz Filho, um dos assistentes de acusação do júri, disse que é "emocionalmente difícil" saber que o julgamento dos acusados de matar o pai foi adiado pela 4ª vez. Ressaltou ainda que “não se sabe” o que o jurado fez na madrugada e por isso o MP entendeu que não havia condições de continuar.

"Eu pessoalmente queria continuar, mas o MP, como fiscal da lei, viu que não havia condições porque a gente não sabe o que o jurado fez na madrugada. Queria fazer um apelo para que, na próxima sessão o tribunal reforce a segurança dos jurados”, ressaltou o advogado.

Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO)

O TJGO explicou que o mal-estar e a falta de condições para participar da sessão foram constatados, já em plenário, por médico da instituição.

Ressaltou ainda que não há necessidade de segurança no hotel, visto que qualquer tipo de ameaça a jurado já invalidaria sua participação, que precisa ser isenta e que a manutenção da incomunicabilidade é feita por oficial de justiça. No entanto, observa que não houve qualquer prejuízo processual, uma vez que foi dissolvido o Conselho de Sentença.

Leia mais

Delegado aponta no tribunal que única inimizade de Valério Luiz era Maurício Sampaio

Júri do ex-presidente do Atlético-GO, acusado de matar jornalista, reinicia nesta segunda com repercussão nacional; veja vídeo

Advogados abandonam tribunal, são multados em R$ 120 mil e Júri de ex-presidente do Atlético GO é adiado novamente

Ex-vice-presidente do Atlético-GO vai à júri por execução de radialista

Veja o vídeo

Entenda o caso

Valério Luiz tinha 49 anos, dois empregos. Era comentarista em um programa de esportes da PUC TV, e também trabalhava em uma rádio. Era polêmico e não media as palavras quando as críticas eram contra o time do coração: o Atlético-GO.

Para a polícia e o Ministério Público, Maurício Sampaio é considerado o mandante do crime.

Segundo as investigações, ele teria encomendado a morte do jornalista para dois policiais militares - que faziam informalmente a segurança dele: sargento Djalma da Silva e o cabo Ademá Figuerêdo.

O esquema também teria contado com a ajuda de uma espécie de faz tudo do dirigente, Urbano Malta, e de um informante da polícia: Marcus Vinícius Pereira Xavier.

Depois de quase um ano de investigação, eles chegaram a ser presos por 90 dias, em 2013, mas desde então aguardam o julgamento em liberdade.

Marcus Vinícius tinha um açougue, que vendia espetinhos. Segundo ele, a ação foi planejada pelo sargento Djalma da Silva - que é apontado como articulador do crime.

A tarefa de Marcus Vinícius, segundo a polícia, foi arrumar uma moto, capacete e uma camiseta para serem usados no crime. O assassino, ainda segundo a polícia, seria Ademá Figuerêdo, que no dia da execução saiu de um condomínio próximo, e seguiu até onde estava Marcus Vinícius.

Dos cinco réus, só Marcus Vinícius confessou a participação no crime. Desde que a Justiça decidiu que os acusados iriam a júri popular, as defesas recorreram em todas as instâncias pelos mais variados motivos.

Hoje, Maurício Sampaio ocupa o cargo de conselheiro do Atlético-GO. A defesa dele diz que não há provas para condená-lo. Em nota, o Atlético-GO disse que não vai se manifestar sobre o julgamento.

Comente esta notícia


GRUPO ANDRÉ MICHELLS

Av. T-4, Ed. Buena Vista Office Design - 16° andar - 1613 Goiânia - GO

(62) 3988-7592

reportermt
g5
conexao