Inflação perde força, mas preços nas feiras de Goiânia ainda assustam consumidores
IPCA de junho desacelerou para 0,16%, mas alimentos como batata inglesa, feijão carioca e alho continuam pesando no bolso dos goianienses

Nas feiras da capital, a alta é percebida facilmente. Em uma banca no Setor Sudoeste, a batata inglesa está sendo vendida a R$ 7,90 o quilo.
A inflação perdeu força em junho e trouxe um pequeno alívio para a economia brasileira, mas quem faz compras nas feiras de Goiânia ainda enfrenta preços elevados em itens essenciais. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no país, desacelerou para 0,16% no mês passado. O resultado, no entanto, não significa queda nos preços, apenas que eles subiram em um ritmo menor do que nos meses anteriores.
Mesmo com essa desaceleração, alguns alimentos continuam pressionando o orçamento das famílias. Entre os principais vilões estão a batata inglesa, o feijão carioca e o alho, que registraram aumento de preço e seguem entre os produtos que mais impactam o bolso do consumidor.
Nas feiras da capital, a alta é percebida facilmente. Em uma banca no Setor Sudoeste, a batata inglesa está sendo vendida a R$ 7,90 o quilo. Há cerca de um mês, o mesmo produto custava R$ 5,90.
"O preço subiu bastante. Há uns 30 dias eu vendia a R$ 5,90 o quilo e hoje está R$ 7,90", relatou o feirante Jurandir.
Se por um lado alguns alimentos ficaram mais caros, por outro a safra ajudou a conter os preços de diversos hortifrutigranjeiros. O tomate saladete é encontrado por R$ 7,90 o quilo, enquanto consumidores também encontram opções mais baratas de tomate de segunda. Já o tomate orgânico chega a R$ 19,97 por ser uma variedade diferenciada.
Outros produtos apresentam preços mais atrativos nas bancas, como repolho, chuchu, batata-doce e abóbora cabotiá. Segundo os comerciantes, a maior oferta durante a safra reduz os valores pagos pelo consumidor.
"A safra produz muito e o preço fica bem mais em conta. Já na entressafra ou quando o clima não ajuda, os preços sobem", explicou Jurandir.
Com o IPCA mostrando uma desaceleração, mas sem refletir uma redução efetiva nos preços dos alimentos, o consumidor segue recorrendo à pesquisa antes de encher a sacola. A estratégia tem sido substituir produtos mais caros pelos que estão em safra para tentar manter o orçamento sob controle.
*Informações TV Globo
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