Homens que estavam na canoa que virou no Lago Caiapó são encontrados mortos
Depois de horas de buscas intensas, bombeiros localizaram mortos Maxwell Alves de Oliveira e Dinei Marinho. Vanessa Silva foi resgatada com vida e ferida. Agora, equipes procuram por Mábia Glória

Após horas de buscas intensas, bombeiros encontraram os corpos de Maxwell Alves de Oliveira e Dinei Marinho.
Após horas de buscas intensas, equipes do Corpo de Bombeiros encontraram os corpos de Maxwell Alves de Oliveira e Dinei Marinho, que estavam desaparecidos desde que a canoa em que passeavam virou nas águas do lago da Usina Serra de Caiapó, na zona rural de Iporá, no início da tarde desta terça-feira (12).
As localizações ocorreram no início da tarde, durante uma operação que mobilizou mergulhadores especializados enviados de Goiânia, militares da região e moradores que acompanhavam aflitos o trabalho de resgate às margens do lago.
Pouco antes da confirmação das mortes, os bombeiros haviam conseguido resgatar com vida Vanessa Silva, outra integrante do grupo. Ela foi encontrada bastante ferida após passar horas desaparecida na área do vertedouro da usina. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para prestar os primeiros socorros e encaminhá-la para atendimento médico.
Agora, as buscas seguem para tentar localizar Mábia Glória de Oliveira, última vítima ainda desaparecida.
Segundo os bombeiros, os quatro amigos estavam em um rancho próximo ao lago da usina desde o domingo (10). Em determinado momento, decidiram fazer um passeio de canoa pela represa. Durante o trajeto, o tempo mudou rapidamente e, depois disso, ninguém mais foi visto.
Familiares perceberam o desaparecimento e iniciaram buscas por conta própria usando outras canoas e jet skis. Mesmo após várias tentativas, o grupo não foi localizado. Ao voltarem para o rancho, os parentes encontraram os carros das vítimas estacionados no local, aumentando ainda mais o desespero.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 16h de segunda-feira (11). Assim que chegaram, os militares receberam uma informação considerada decisiva para o andamento da operação. Um funcionário da usina relatou ter visto a canoa após ela passar pela região do vertedouro — estrutura responsável pelo controle do nível da água da represa.
Com a informação, o sistema da usina foi acionado para reduzir parcialmente o nível da água no trecho indicado, permitindo que os mergulhadores concentrassem as buscas em uma área específica do lago.
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Mesmo durante a noite, as equipes mantiveram os trabalhos em meio à forte correnteza e aos pontos de grande profundidade. Em um vídeo gravado durante a operação, um bombeiro explicou as dificuldades enfrentadas no local.
“Então aqui vai precisar de mergulhador e aqui por lá de baixo depois dessa pedra aqui tem mais outro poço profundo lá ó e aí o rio segue então ou eles estão por aqui ou a água levou eles mais para baixo mas tudo indica que a canoa desceu o vertedor aqui ó dá mais ou menos uns 30, 40 metros”, relatou o militar.
Durante as primeiras horas de buscas, apenas objetos das vítimas haviam sido encontrados, entre eles toalhas, roupas e uma caixa térmica.
A principal suspeita é de que a embarcação tenha sido arrastada pela força da água ao passar pela região do vertedouro da usina. A profundidade do lago e a correnteza dificultam o trabalho das equipes de resgate, que continuam mobilizadas na tentativa de localizar Mábia Glória de Oliveira.
Moradores da região e familiares acompanham cada etapa da operação em clima de apreensão e tristeza às margens do lago.
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