Homem negro é abordado por segurança e loja volta ser alvo de acusações de racismo
Não é a primeira acusação de racismo em abordagem em lojas da empresa

Em uma unidade da Zara, em Salvador, na Bahia, a abordagem de um cliente resultou em mais uma acusação de racismo para a empresa. Em um vídeo feito por outra pessoa no local, é possível ver o homem negro sendo abordado por um segurança e esvaziando a mochila em frente ao funcionário. A empresa afirma que houve um equívoco do segurança do shopping, que abordou o homem após a saída da loja. Segundo o shopping, o funcionário foi acionado pela Zara, mas agiu em desacordo com o regulamento.
No vídeo, divulgado pelas redes sociais, o homem se exalta ao mostrar os pertences para o segurança e aponta racismo na abordagem. “Eu sou um preto como você. Por que eu não tenho condição de comprar isso?”, questiona ao funcionário, enquanto outros clientes param para observar a situação. “Eu tenho esse cartão, eu compro o que eu quiser”, acrescenta, enquanto mostra também um documento de identidade.
A imagem rapidamente viralizou e gerou revolta nas redes sociais, já que não é a primeira vez que a empresa é acusada de discriminar clientes negros. Ainda neste ano, a Polícia Civil de Fortaleza revelou que uma unidade da Zara na cidade usava um código para “alertar” a segurança quando pessoas negras entravam no estabelecimento. A prática veio à tona após uma delegada negra ser barrada no local.
O que diz a Zara?
Procurada pelo BHAZ, a empresa afirmou que está apurando as informações e rechaçou qualquer tipo de discriminação. “A Zara Brasil informa que está apurando todas as informações relacionadas ao fato ocorrido na tarde desta terça-feira, no Shopping da Bahia, para tomar as providências necessárias e evitar que episódios como esse se repitam. A empresa rechaça qualquer forma de discriminação, tema que deve ser tratado com a máxima seriedade em todos os âmbitos”, declarou, em nota.
O que diz o shopping?
Ao longo desta quarta-feira, o BHAZ também tentou contato com o Shopping da Bahia, mas ainda não obteve retorno. Em nota enviada ao Correio 24 Horas, o empreendimento afirma que o segurança foi acionado pela unidade da Zara.
A solicitação, segundo o shopping, era de que o cliente retornasse à loja. “Pedido que foi prontamente atendido pelo cliente, que apresentou as notas fiscais ao lojista”, diz a nota, segundo o portal.
No entanto, o centro de compras admite que tal solicitação fere o regulamento da empresa e não poderia ter sido atendida. “A administração do Shopping da Bahia não compactua com qualquer ato discriminatório e incluirá as imagens deste fato nos treinamentos internos para evitar que se repitam”, acrescenta o comunicado.













