Greve da Educação termina com manifestantes atacando Bia de Lima e o próprio Sintego
Servidores de Goiânia relataram votação “apressada” e “desorganizada”, criticaram a condução da assembleia e questionaram o fim da paralisação; Sintego repudiou agressões contra dirigentes e disse que acordo foi aprovado

Sintego afirmou que dirigentes sindicais foram atacados por um grupo de trabalhadores insatisfeitos com o resultado da votação.
O encerramento da greve da educação municipal de Goiânia terminou em tumulto e ataques contra dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) durante a assembleia realizada na terça-feira (19), no Cepal do Setor Sul. O encontro, que definiu a suspensão da paralisação, foi marcado por revolta de parte dos servidores, críticas à condução da votação e forte clima de tensão.
Segundo o Sintego, as agressões ocorreram após a aprovação do acordo que encerrou a greve. Em nota, a entidade afirmou que dirigentes sindicais foram atacados por um grupo de trabalhadores insatisfeitos com o resultado da votação.
“O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás repudia veementemente as agressões sofridas por dirigentes sindicais durante a Assembleia da Rede Municipal de Educação de Goiânia”, informou a entidade.
A confusão aconteceu após os servidores aprovarem a proposta mediada pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), que prevê abertura de negociações sobre plano de carreira, progressões funcionais, data-base e garantia de ausência de corte de ponto dos profissionais que aderiram ao movimento.
Mesmo com a decisão favorável ao encerramento da paralisação, parte dos trabalhadores contestou a condução da assembleia. Servidores relataram que a votação ocorreu de forma “apressada” e “desorganizada”, além de reclamarem da falta de espaço para participação e manifestação durante o encontro.
Participantes também publicaram comentários demonstrando insatisfação com o resultado e criticando o encerramento da greve. Houve ainda questionamentos direcionados à deputada estadual Bia de Lima, ligada ao Sintego.
Apesar da reação de parte da categoria, o sindicato sustentou que a proposta foi aprovada pela maioria dos presentes e confirmou a suspensão da greve, com previsão de retomada das aulas na rede municipal.
Após os episódios de tensão, o Sintego informou que a presidência em exercício e a presidência licenciada adotaram medidas diante do ocorrido e reforçou que continuará atuando “na defesa dos trabalhadores da Educação”, destacando a necessidade de preservar a integridade dos dirigentes sindicais.
Veja íntegra da Nota do Sintego:
"O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás, repudia veementemente as agressões sofridas por dirigentes sindicais durante a Assembleia da Rede Municipal de Educação de Goiânia, realizada nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, no Cepal do Setor Sul, por um grupo de trabalhadores/as inconformados por perderam na votação.
O SINTEGO reafirma que a luta em defesa da Educação e dos direitos dos/as trabalhadores/as deve ser pautada pelo respeito, não havendo espaço para qualquer tipo de violência com trabalhadores/as, que foram eleitos/as para estarem a frente da direção do sindicato no quadriênio 2025/2029.
A presidenta em exercício e a presidenta licenciada do sindicato já adotaram as medidas cabíveis diante do ocorrido.
• sindicato seguirá firme na defesa dos/as trabalhadores/as da Educação, preservando a integridade de seus/suas dirigentes sindicais".













