Gravação de vídeo pornô no mar é investigada; veja vídeo
As cenas teriam sido gravadas para uma plataforma adulta. A investigação também apura apura possíveis infrações ambientais e municipais

Um vídeo p0rn0gr@f!c0 gravado no mar de Maragogi, um dos principais destinos turísticos de Alagoas, tornou-se alvo de investigação do Ministério Público Estadual. As imagens, feitas no dia 29 de outubro, mostram um homem e uma mulher sem roupas, mantendo r3l@çõ3s s3xu@!s em cima de um jet ski, em plena luz do dia.
A gravação circulou pelas redes sociais e chegou ao Ministério Público de Alagoas (MPAL), que abriu um procedimento administrativo para apurar o caso. A investigação foi instaurada em 14 de novembro, pela promotora Francisca Paula de Jesus, lotada na Promotoria de Justiça de Maragogi.
Quem está na mira da apuração
A Promotoria informou que os autores do vídeo — o homem e a mulher que aparecem nas imagens — são os principais alvos da investigação, tanto pela expos!çã0 s3xu@l em local público quanto pelo possível dano ambiental ao terem gravado o conteúdo em uma área protegida.
Há também apuração sobre responsáveis pela divulgação, caso seja comprovada intenção de obter lucro ou promoção a partir do vídeo.
Área ambiental protegida agrava o caso
O @t0 s3xu@l foi registrado dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, considerada a maior unidade de conservação marinha do Brasil. A presença de embarcações motorizadas é restrita, e qualquer atividade irregular pode configurar infração ambiental.
Segundo a promotora, “a apuração não se limita ao conteúdo s3xu@l, mas à possibilidade de violação ambiental em território de preservação”.
O que diz a lei
A prática pode se enquadrar no artigo 233 do Código Penal, que prevê punição para @t0s 0bsc3n0s em locais públicos ou expostos ao público.
Pena prevista: de três meses a um ano de detenção, ou multa.
Além disso, caso se confirme dano ambiental, a denúncia pode ser ampliada com base na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98).
Prazo da investigação
O procedimento instaurado tem validade inicial de um ano, com possibilidade de prorrogação conforme avanços da investigação e identificação dos envolvidos.
Resposta da prefeitura
A reportagem procurou a Prefeitura de Maragogi, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.
Maragogi tenta conter impactos de exposição negativa
Com a repercussão do caso, entidades ligadas ao turismo local demonstram preocupação com a imagem do município, que depende majoritariamente da atividade turística e da preservação ambiental para manter o fluxo de visitantes durante todo o ano.
Enquanto isso, o Ministério Público segue com a missão de identificar os envolvidos, apurar responsabilidades e possíveis crimes ambientais.














