Goiás abre vacinação contra gripe para todos e faz alerta: crianças lotam hospitais
“É preferível levar a criança a um posto de vacinação do que vê-la internada”, alerta Flúvia Amorim. Estado já registra mais de 4 mil casos de doenças respiratórias e mais de 200 mortes em 2026

Mesmo quando não impede totalmente a infecção, a vacina contribui para quadros mais leves e reduz as complicações.
A vacinação contra a gripe em Goiás será ampliada para toda a população a partir da próxima segunda-feira, 1º de junho. Depois de dois meses voltada exclusivamente aos grupos prioritários, a imunização passa a atender todas as pessoas com mais de seis meses de idade. A medida ocorre em meio ao avanço das doenças respiratórias no estado, que já soma mais de 4 mil casos e mais de 200 óbitos neste ano.
Até o fim desta semana, a campanha segue restrita aos grupos considerados de maior risco, como idosos, crianças, gestantes e profissionais da saúde e da educação. A orientação das autoridades é para que quem ainda não se vacinou procure as unidades de saúde antes da ampliação.
Segundo a subsecretária de Vigilância e Saúde de Goiás, Flúvia Amorim, a expectativa é que a liberação ajude a aumentar a cobertura vacinal e facilite o acesso das famílias.
“Agora toda a família poderá se vacinar junta”, destacou. Ela explicou que, durante o período exclusivo para os grupos prioritários, muitas famílias relataram dificuldades para levar as crianças aos postos.
O alerta do governo ocorre em um momento de aumento expressivo das doenças respiratórias, impulsionado pelas condições climáticas típicas desta época do ano. De acordo com Flúvia, as crianças são hoje o grupo com maior número de internações no estado.
“Muitas crianças estão apresentando doenças respiratórias e lotando os prontos-socorros. O vírus influenza é uma das principais causas de internações infantis”, afirmou.
Os dados preocupam também pelo perfil das vítimas. Entre os internados, as crianças lideram os registros, seguidas pelos idosos. Já entre as mortes, os idosos aparecem em primeiro lugar e as crianças ocupam a segunda posição.
Diante do cenário, a subsecretária reforçou o combate à desinformação e pediu confiança na imunização, destacando que a baixa cobertura vacinal infantil ainda é um dos principais desafios da campanha.
“Acreditar em informações falsas representa um risco. É preferível levar a criança a um posto de vacinação do que assisti-la internada em um hospital, possivelmente em uma UTI”, alertou.
Ela ressaltou ainda que a vacina é gratuita, segura e tem como principal função evitar as formas graves da doença. Segundo estudos citados pela gestora, a imunização pode reduzir em até 70% o risco de hospitalização.
Mesmo quando não impede totalmente a infecção, a vacina contribui para quadros mais leves e reduz as complicações.
Com a ampliação a partir de 1º de junho, a expectativa do governo é aumentar rapidamente a cobertura vacinal e estimular que pais, filhos e avós procurem juntos os postos de saúde para reforçar a proteção contra a influenza. Também poderão receber a dose pessoas dos grupos prioritários que ainda não se imunizaram.
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