Goiânia aperta o cerco no Bueno: obras que ocupam ruas terão de se adequar
Empresas flagradas usando vias públicas para carga, descarga e concretagem terão 10 dias para apresentar plano de adequação. “A população não pode arcar com transtorno que pode ser resolvido dentro da própria obra”, afirmou secretário

A prefeitura afirma que o objetivo é reduzir transtornos, garantir mais segurança para pedestres e evitar prejuízos à mobilidade urbana.
A Prefeitura de Goiânia iniciou nesta terça-feira (16) uma ofensiva para impedir que obras utilizem ruas e calçadas como extensão dos canteiros de construção no Setor Bueno. A ação, coordenada pela Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic), começou na região das avenidas T-10 e T-55, onde o novo sistema binário implantado recentemente exige maior atenção à fluidez do trânsito e à circulação de pedestres.
Durante as vistorias, os fiscais encontraram empreendimentos realizando operações de carga, descarga e concretagem na via pública, mesmo possuindo espaço interno suficiente para executar os serviços. Os responsáveis foram notificados e terão prazo de dez dias para apresentar um plano de adequação. Depois disso, contarão com até 30 dias para colocar as mudanças em prática.
Segundo o secretário municipal de Eficiência, Fernando Peternella, a medida busca evitar que as atividades das construtoras provoquem impactos desnecessários no trânsito da região.
“A população não pode arcar com um transtorno que pode ser resolvido dentro da própria obra”, afirmou o secretário ao defender que as empresas utilizem os espaços disponíveis nos próprios empreendimentos para realizar operações logísticas.
Peternella ressaltou ainda que a fiscalização não ficará restrita ao Setor Bueno. De acordo com ele, a iniciativa será ampliada para outras regiões da capital e o cumprimento das regras será exigido sempre que houver condições técnicas para que as operações ocorram dentro dos canteiros.
O secretário alertou que a legislação prevê punições para quem descumprir as determinações. Entre as medidas possíveis estão autuações, embargos e outras sanções administrativas.
As exigências seguem as regras estabelecidas pela Instrução Normativa Conjunta nº 03/2026, que determina que caminhões e demais veículos utilizados na construção civil realizem carga e descarga preferencialmente dentro dos empreendimentos. A norma também proíbe a obstrução de ruas e calçadas para atividades logísticas e exige condições seguras para a circulação de pedestres.
Além das operações de carga e descarga, a fiscalização também voltou a atenção para a instalação de caçambas de entulho. Com as mudanças viárias implementadas na região e a criação de novas restrições de estacionamento, muitos dos locais tradicionalmente utilizados para posicionamento das estruturas deixaram de ser permitidos.
O gerente de Fiscalização de Posturas e Transporte Urbano da Sefic, Francisco Santos, explicou que as equipes estão orientando empresas coletoras e responsáveis por obras a observarem atentamente a nova sinalização.
Segundo ele, a prioridade é que as caçambas sejam instaladas dentro dos lotes. Quando isso não for possível, a alternativa será buscar vias onde não haja proibição de estacionamento e onde a legislação permita esse tipo de ocupação.
A prefeitura afirma que o objetivo é reduzir transtornos, garantir mais segurança para pedestres e evitar prejuízos à mobilidade urbana em uma das regiões mais movimentadas da capital.
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