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GOIÂNIA

04 de Julho de 2022, 06h:05 - A | A

GERAL / TEMPOS DIFÍCEIS

Falta de dinheiro obriga goianos a parcelarem dívidas de energia e água

Juntando os estado de Goiás com São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará alta no endividamento foi de mais de 50%.

REDAÇÃO G5



Os goianos estão entre os moradores de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará que devido à falta de dinheiro precisaram parcelar dívidas de serviços básicos, como água e energia. A informação foi divulgada nesse sábado (02) pelo Jornal Nacional, da TV Globo.

Na reportagem, o motorista Eduardo Zamba afirma que o parcelamento dessas tarifas é para não deixar de comer.

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“Você prioriza sobreviver, com essa dificuldade você deixa para trás as coisas menos importantes”, pontuou.

Ronaldo, que é motorista de aplicativo e, nos últimos dias, conseguiu finalmente juntar o dinheiro que precisava. No sábado (2) procurou a distribuidora de energia para regularizar a situação.

“Eu optei por fazer isso, pagar três, quatro contas por dia, não vou pagar os juros, e eles ligam de novo. E não deixar atrasar mais, né? Porque ficar sem luz não dá, né?", relata Ronaldo.

Diante de uma inflação alta e persistente e da queda na renda, o essencial para viver pesa mais para as famílias mais pobres, fazendo com que mais brasileiros enfrentem dificuldades na hora de quitar contas de serviços básicos.

Juntando os estados de SP, RJ, GO e CE, a alta de endividados foi de mais de 50%. Mais de 193 mil pessoas já tiveram que renegociar o valor da conta de luz, este ano.

O economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) diz que é preciso facilitar o pagamento para não aumentar ainda mais a fatura de quem está endividado.

“Para as famílias de menor renda, alternativa que elas têm, dado que a inflação já reduziu sua renda, comprometeu boa parte do orçamento, é sim o parcelamento, é a negociação. O que é importante é que o controle financeiro é, e principalmente esse planejamento das parcelas, ele seja mantido em dia para que lá na frente não haja novos problemas que venham comprometer aí, não só a oferta desses serviços, como também a questão de restrição aos nomes dessas famílias”, ressalta Joelson Sampaio, professor de economia da FGV.

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