Empresário da 'Picanha de Bolsonaro' quebra silêncio e nega acusações após suposto programa com trans
Advogado de Leandro Batista Nóbrega afirma que empresário nega todas as acusações, diz que caso ainda está sendo investigado e avisa que poderá processar veículos e perfis que tratem as denúncias como fatos comprovados

A mulher afirmou que Leandro Batista já havia entrado em contato com ela em 2024 e voltou a procurá-la em maio deste ano.
A defesa do empresário goiano Leandro Batista Nóbrega, dono do Frigorífico Goiás e conhecido nacionalmente pela campanha da "Picanha de Bolsonaro", negou todas as acusações feitas por uma mulher trans após um encontro ocorrido em Goiânia. Em nota encaminhada à imprensa, o advogado do empresário afirmou que os relatos divulgados sobre o caso "não correspondem à realidade" e informou que poderá adotar medidas judiciais contra veículos de comunicação, sites e perfis nas redes sociais que apresentarem as denúncias como fatos comprovados antes da conclusão das investigações.
A manifestação da defesa ocorre após a divulgação de um boletim de ocorrência registrado por uma mulher trans, identificada pelo nome fictício de Aline*, que acusa o empresário de ameaça, transfobia e de se recusar a pagar R$ 500 por um programa sexual. O caso é investigado pela Polícia Civil e, até o momento, não há conclusão oficial nem decisão da Justiça sobre as acusações.
Segundo a defesa, o boletim de ocorrência reúne apenas a versão apresentada pela denunciante às autoridades e não representa prova de que os fatos ocorreram da forma narrada. O advogado ressaltou que cabe à Polícia Civil colher depoimentos, analisar eventuais provas e esclarecer todas as circunstâncias antes de qualquer conclusão.
O empresário também reafirmou, por meio de sua defesa, que nega integralmente as alegações e que utilizará todos os instrumentos legais para preservar sua imagem e seus direitos.
Entenda o caso
A denúncia foi revelada após Aline* procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), na noite de 15 de junho, poucas horas depois do encontro com o empresário.
De acordo com o boletim de ocorrência, a acompanhante afirmou que o desentendimento começou durante o atendimento por causa do tipo de serviço sexual pretendido pelo cliente. Conforme consta no documento policial, ela declarou:
"Leandro não ficou contente, pois queria ser passivo, e a declarante disse que não fazia ativo. Leandro foi tomar banho e, quando voltou do banheiro, ela percebeu que aquele homem era do Frigorífico Goiás."
Ainda segundo o relato registrado à polícia, Aline* afirmou que já havia percebido anteriormente um perfil ligado ao Frigorífico Goiás visualizando frequentemente suas publicações no Instagram. Ela disse que o primeiro contato aconteceu em 2024 e que o empresário voltou a procurá-la em maio deste ano, por meio do WhatsApp, para marcar o encontro.
No dia combinado, conforme a versão apresentada pela denunciante, Leandro chegou ao apartamento por volta das 13h e permaneceu no local por aproximadamente uma hora e dez minutos. Após o atendimento, teria começado a discussão envolvendo o pagamento de R$ 500.
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Aline* afirma que, durante o desentendimento, foi alvo de ofensas de cunho transfóbico, ameaças e que o valor combinado não teria sido pago. Diante da situação, decidiu registrar a ocorrência policial.
Leandro Batista Nóbrega é uma figura conhecida nas redes sociais, onde reúne milhões de seguidores por meio de conteúdos sobre churrasco, ações de marketing e posicionamentos políticos. Ele também mantém proximidade com lideranças da direita, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O caso permanece sob investigação da Polícia Civil, que deverá ouvir os envolvidos, analisar as provas e esclarecer o que ocorreu. Até a conclusão do inquérito, as acusações permanecem sob apuração.
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