Empresa alvo de operação que envolve secretário presta serviços para hospitais de Goiás
Diagnose presta serviço para OS que administra hospitais de campanha contra a covid-19 em Formosa e Luziânia

Com suspeita de superfaturamento e direcionamento em contratos em unidade de saúde do Distrito Federal (DF), a empresa RTD Soluções e Imagem Ltda, com nome fantasia de Diagnose, tem pelo menos dois contratos com a Organização Social Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED), que presta serviços à Secretaria de Saúde de Goiás.
Os dois contratos foram firmados, por meio das organizações sociais, na gestão do secretário de Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO), Ismael Alexandrino, conforme apurou o G5 News, durante a pandemia, ou seja, em caráter de urgência e com dispensa de licitação. A casa do titular da pasta, no Aldeia do Vale, foi alvo na quinta-feira (26) de policiais civis do DF no âmbito da operação Medusa que investiga esquema de corrupção envolvendo a RTD com Instituto de Gestão Estratégica em Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), que administra o Hospital de Base (HB-DF).
Ismael Alexandrino era diretor-presidente do hospital quando foi convidado pelo governador Ronaldo Caiado (DEM) à secretaria. A reportagem identificou que a prestadora de serviços mantém ao menos dois contratos com a IMED com valor de R$ 201.126,00 mensais para execução das ações e serviços de saúde do Hospital de Campanha, implantado nas dependências do Hospital Regional de Luziânia (Contrato de Gestão Emergencial nº 027/2020 – SES / GO), com a finalidade, sobretudo, de atender a demanda dos pacientes portadores da covid-19.
Em outro contrato com a OS, a Diagnose recebe R$135.599 mil para prestação de serviço de radiologia para o Hospital de Campanha, implantado nas dependências do Hospital Municipal de Formosa Dr. César Saad Fayad (Contrato de Gestão Emergencial nº 026/2020 - SES/GO).
A reportagem procurou a Secretaria Estadual de Saúde, mas não obteve resposta. A Diagnose, por meio de assessoria de imprensa, emitiu uma nota defendendo-se. Segundo a empresa, ela “desenvolve o trabalho com fiel cumprimento das cláusulas do contrato firmado com o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF)”.
De acordo com a empresa, a Operação Medusa não encontrou nada e que, diz a empresa, “o trabalho é norteado pela ética, honestidade e respeito às leis” e que está “à disposição dos órgãos de investigação para colaborar com qualquer esclarecimento ou elementos que possam auxiliá-los”. A empresa, no entanto, não quis comentar sobre os contratos firmados com a OS que presta serviços às duas unidades de saúde goianas.













