“Ele queria ser passivo”: mulher trans acusa dono do ‘Frigorífico Goiás’ de calote em programa
O empresário goiano Leandro Batista Nóbrega é nacionalmente conhecido pela promoção da “Picanha de Bolsonaro”.

O empresário goiano Leandro Batista Nóbrega, proprietário do Frigorífico Goiás e nacionalmente conhecido pela promoção da “Picanha de Bolsonaro”, está sendo acusado de transfobia, ameaça e de se recusar a pagar R$ 500 por um programa sexual. A denúncia foi feita por uma mulher trans e acompanhante de luxo, identificada pelo nome fictício de Aline* para preservar sua identidade. As informações e o vídeo (em anexo no final do texto) foram publicados pelo portal Metrópoles.
Leandro Nóbrega possui forte projeção nacional e grande apelo nas redes sociais, onde acumula 2,5 milhões de seguidores no perfil de sua empresa no Instagram e outros 974 mil em sua conta pessoal. O empresário é conhecido por publicar vídeos de churrascos, ações de marketing e conteúdos de cunho político, mantendo proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e outras lideranças da direita organizada.
De acordo com as investigações, Aline* procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) na noite do dia 15 de junho, poucas horas após o encontro com o empresário, para registrar formalmente o boletim de ocorrência.

No documento policial, a acompanhante relata que o desentendimento entre os dois começou durante o atendimento, motivado pelo tipo de serviço sexual que o empresário pretendia contratar. Conforme consta no registro:
“A declarante diz que fez o atendimento de Leandro (serviços de ordem sexual). Leandro não ficou contente, pois queria ser passivo, e a declarante disse que não fazia ativo. Leandro foi tomar banho e, quando voltou do banheiro, ela percebeu que aquele homem era do Frigorífico Goiás”.
Segundo as declarações de Aline* à polícia, o empresário já havia demonstrado interesse prévio. Ela relatou que notou um perfil ligado ao Frigorífico Goiás visualizando suas publicações no Instagram com frequência.
Posteriormente, Leandro realizou um primeiro contato em 2024 e voltou a procurá-la em maio deste ano via WhatsApp para agendar o encontro. No dia combinado, o empresário compareceu ao apartamento da acompanhante por volta das 13h, permanecendo no local por cerca de 1 hora e 10 minutos, momento em que ocorreu a discussão após o término do serviço.
Atingida por ofensas transfóbicas e ameaças após o desacordo sobre o pagamento de R$ 500, a vítima decidiu acionar as autoridades competentes.














