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23 de Junho de 2022, 12h:19 - A | A

GERAL / APROPRIAÇÃO DE FAZENDA

“Dono” do Tatico é solto, mas filho continua preso; advogado diz que clientes são “vítimas”

Segundo o advogado de José Tatico e Alessandro José, Frederico Sardinha, os clientes são também foram vítimas dos demais presos, o qual apontou como “reais criminosos”.

MÁRIO ANDREAZZA
REDAÇÃO G5




Empresário e ex-deputado federal, José Fuscaldi Cesilio, 81 anos, mais conhecido como José Tatico, por ser fundador da rede Tatico, em Goiânia, preso na manhã desta terça-feira (21), pela Polícia Civil do Distrito Federal, que investiga uso de documentos falsos para emissão de procurações fraudadas junto a cartórios com a finalidade de tomar posse de grandes fazendas em Goiás, foi ouvido pelo delegado e solto no mesmo dia.

Alessandro José Cesilio, preso junto do pai durante a operação, segue preso, mas deve ser liberado após depoimento na Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraudes (Corf), nesta quinta-feira (23).

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Além dos dois, outros empresários, um advogado, ex-tabelião do cartório de Limeira e um tabelião titular do cartório de notas e registro de imóveis de Mimoso, esse último acumula, ilegalmente, o cargo de servidor público federal no DF, foram alvos da polícia.

Segundo o advogado dos “Tatico”, Frederico Sardinha, os clientes são inocentes e também vítimas dos demais presos na operação, o qual apontou como “reais criminosos”.

Sardinha explicou que a fazenda de R$ 15 milhões, localizada em Mimoso (276 km de Goiânia), adquirida por José Tatico, em 2015, aconteceu de forma legal, porém, foram enganados e só após o pagamento e transferência de titularidade da propriedade descobriu-se que a documentação era falsa. Ressaltou que os clientes não tinham ciência da fraude.

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O delegado Wisllei Salomão, responsável pelas investigações, explica que o antigo tabelião foi afastado do cartório em que atuava, em Mimnoso, por irregularidades em 2015. À época, a suspeita era semelhante à praticada atualmente, ou seja, procuração feita a partir de documentos falsos usada para em 2016 em um cartório do Distrito Federal para transferir uma segunda fazenda, localizada em Mimoso (GO), que pertencia a um espólio e avaliada em aproximadamente R$ 10 milhões.

Outro caso foi registrado em Dom Bosco (MG), pelo mesmo grupo criminoso, onde uma procuração falsa foi usada para a lavratura de escritura de compra e venda falsa de uma terceira fazenda, também localizada em Mimoso (GO), avaliada em R$ 15 milhões, quando os bandidos aproveitaram o fato de os verdadeiros proprietários serem idosos e em grave estado de saúde.

Caso segue em investigação.

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