Doença transmitida no s3x0 @n@l dispara e causa "surto" de diarreia; entenda
Casos de shigelose cresceram 24,8% em um ano, enquanto especialistas alertam para o avanço de cepas resistentes a antibióticos e defendem que o problema seja tratado como uma emergência de saúde pública.

Autoridades de saúde chamam a atenção para o crescimento da disseminação da doença durante relações sexuais, principalmente por contato anal.
A Inglaterra acendeu um alerta para o avanço da shigelose, uma infecção intestinal causada pela bactéria Shigella, após registrar um aumento de 24,8% no número de casos em 2025. Além da transmissão por alimentos, água e superfícies contaminadas, autoridades de saúde chamam a atenção para o crescimento da disseminação da doença durante relações sexuais, principalmente por contato anal, e para o surgimento de bactérias cada vez mais resistentes aos antibióticos.
Dados da Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido (UKHSA) mostram que os registros da doença passaram de 2.052 para 2.560 casos em 2025. Mais da metade das notificações foi concentrada em Londres, reforçando a preocupação das autoridades com a expansão da infecção.
Além das formas tradicionais de contágio, pesquisadores da Universidade de Cambridge identificaram que a transmissão por via sexual tem crescido rapidamente, sobretudo entre homens que fazem sexo com homens. Segundo os cientistas, esse novo padrão de disseminação exige maior atenção das equipes de saúde e campanhas de prevenção direcionadas.
A shigelose provoca sintomas como diarreia intensa, que pode conter sangue, fortes cólicas abdominais, febre e náuseas. Embora muitos pacientes se recuperem apenas com hidratação e cuidados de suporte, os casos mais graves exigem tratamento com antibióticos.
O problema, porém, é que esse tratamento está se tornando mais difícil. O estudo aponta que cerca de 70% das cepas transmitidas sexualmente já apresentam resistência a pelo menos um antibiótico, reduzindo as opções terapêuticas e aumentando o risco de complicações.
Diante do avanço da doença, pesquisadores defendem que a disseminação da shigelose resistente seja tratada como uma emergência de saúde pública. Eles reforçam a necessidade de ampliar o diagnóstico precoce, intensificar as medidas de prevenção e incentivar a adoção de práticas sexuais seguras para conter o crescimento da infecção.
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