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GOIÂNIA

05 de Julho de 2022, 05h:50 - A | A

GERAL / PODE TER PERNA AMPUTADA

Diabético vê dedo necrosar e luta há dois meses por cirurgia em Goiânia

Homem, de 65 anos, é hemofílico, passa por sessões de hemodiálise, tem marcapasso e corre risco de perder uma das pernas

REDAÇÃO G5



A Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Goiânia se aliou ao Ministério Público Estadual (MP-GO) para garantir que um paciente diabético consiga cirurgia para desentupir as artérias e não tenha uma das pernas amputadas.

Adilson José dos Santos, de 65 anos, além de diabético, é hemofílico e passa por sessões de hemodiálise três vezes por semana. Ele também possui marcapasso e está com um dos dedos do pé necrosado.

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Segundo os médicos, não adianta amputar apenas o dedo, pois o paciente não teria a cicatrização necessária, devido ao entupimento das artérias. Sem a cirurgia, o homem corre o risco de perder toda a perna e até de morrer, em caso de infecção generalizada.

A mulher de Adilson, Vanda Pereira de Lima Santos, conta que busca uma solução para o companheiro há dois meses, sem sucesso.

O MP determinou que o Município fizesse a cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas o prazo não foi cumprido.

Com isso, conforme foi apurado pela Comissão de Saúde da Câmara, a opção foi pedir um orçamento dos valores que seriam gastos e bloquear as contas da Prefeitura, forçando-a a pagar pelo procedimento.

O problema, a partir daí, de acordo com Vanda, passou a ser a má vontade dos hospitais particulares em fornecer o documento.

A mulher relata ter levado Adilson, inicialmente, para uma consulta no Hospital Anis Rassi, aonde pagou pela consulta e pediu que o médico lhe fornecesse os documentos necessários para a cirurgia.

Quando foi buscar a documentação, recebeu a informação, por parte de uma funcionária, que a unidade de saúde não teria os equipamentos adequados para realizar o procedimento e que, por isso, não forneceria o orçamento.

Entretanto, a mesma funcionária teria dito, depois, que o hospital não faz orçamentos do tipo, porque já havia tido problemas com o MP.

Vanda Santos, então, pagou outra consulta, dessa vez no Instituto de Angiologia de Goiânia (IAG), mas ainda não recebeu o relatório necessário para o encaminhamento cirúrgico do marido.

“Enquanto isso, ele está morrendo em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento)”, lamenta, ao reiterar a urgência da situação. Procurado pelo casal, o vereador Mauro Rubem assegurou que a Comissão de Saúde da Câmara buscará os meios legais para garantir que a cirurgia de Adilson dos Santos seja feita o quanto antes, “para que ele permaneça vivo e caminhando”.

(Com assessoria)

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