Defensoria Pública cria escola para "desmasculinizar" adolescentes, entenda
Projeto da Defensoria Pública de Minas Gerais para adolescentes e jovens promete discutir igualdade de gênero e prevenção da violência, mas provocou críticas sobre possível viés ideológico e o uso de dinheiro público

Logo após o anúncio, a iniciativa repercutiu nas redes sociais e dividiu opiniões.
A criação da chamada Escola de Masculinidades, lançada pela Defensoria Pública de Minas Gerais, colocou o tema da formação de jovens no centro de um intenso debate. Voltada para adolescentes e jovens entre 13 e 21 anos, a iniciativa prevê encontros semanais para discutir igualdade de gênero, resolução pacífica de conflitos e prevenção da violência. Enquanto apoiadores defendem a proposta como uma ferramenta de transformação social, críticos afirmam que o projeto promove uma visão ideológica sobre a masculinidade.
O programa será desenvolvido em Belo Horizonte e tem como público-alvo jovens em situação de vulnerabilidade social, além daqueles encaminhados por programas sociais ou que cumprem medidas socioeducativas. Durante os encontros, os participantes irão debater temas ligados ao comportamento, ao diálogo, à convivência e às formas de prevenir situações de violência.
Logo após o anúncio, a iniciativa repercutiu nas redes sociais e dividiu opiniões. Entre as principais críticas estão questionamentos sobre o uso de recursos públicos e a alegação de que o Estado estaria interferindo na formação de valores relacionados à masculinidade.
Por outro lado, defensores da proposta afirmam que o projeto busca enfrentar um problema social recorrente ao incentivar relações mais respeitosas e reduzir comportamentos violentos entre adolescentes. Para esse grupo, discutir masculinidades pode contribuir para interromper ciclos de agressão e fortalecer a convivência familiar e comunitária.
A Defensoria Pública de Minas Gerais rebate as críticas e afirma que a Escola de Masculinidades não possui caráter punitivo. Segundo a instituição, a iniciativa foi criada a partir da constatação de que a maioria dos adolescentes envolvidos em atos violentos é do sexo masculino, o que justificaria ações preventivas voltadas a esse público.
Ainda de acordo com a Defensoria, a proposta tem como foco estimular o diálogo, a resolução não violenta de conflitos e o fortalecimento dos vínculos sociais, na expectativa de reduzir a reincidência em situações de violência e ampliar as oportunidades de desenvolvimento para os participantes.
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