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07 de Outubro de 2021, 14h:54 - A | A

GERAL / POR SEIS MESES

Cremego impede ginecologista acusado de abusos sexuais de atuar em todo o país

Nicodemos Júnior foi preso no dia 29 de setembro, mas está em liberdade provisória após decisão da Justiça

GABRIELLA BRAGA
DA REDAÇÃO




O ginecologista Nicodemos Júnior Estanislau Morais, de 41 anos, investigado por crimes sexuais contra pacientes, foi interditado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego).

Com a medida, ele está temporariamente proibido de exercer a medicina em todo o país. O médico possui registro profissional (CRM) em Goiás, Distrito Federal, Pará e Paraná.

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A decisão foi dada em reunião do conselho nesta terça-feira (5). A interdição é válida por seis meses, podendo ser prorrogada. A medida impede que ele atue como médico até a conclusão do processo ético-profissional. 

O advogado do médico, Carlos Eduardo Gonçalves Martins, disse que ainda não foi notificado sobre a decisão do conselho. 

Segundo o Cremego, a interdição cautelar é um procedimento adotado pelos conselhos regionais para "restringir o exercício da profissão por médicos cuja ação ou omissão esteja prejudicando gravemente a população, ou na iminência de fazê-lo". 

Investigação

Nicodemos Júnior foi preso pela Polícia Civil no dia 29 de setembro em seu consultório, em Anápolis. A detenção foi motivada por denúncias de três vítimas à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) do município. 

Já no dia 4 de outubro, o ginecologista ganhou liberdade provisória após decisão da Justiça. Fora da prisão, ele deve usar tornozeleira eletrônica e não pode sair de Anápolis.

O médico é investigado por importunação sexual, violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável. 

Segundo a delegada Isabella Joy, titular da Deam, mais de 50 mulheres entraram em contato com a delegacia para denunciá-lo após a divulgação de sua prisão.

Ele já havia sido, inclusive, condenado por crime sexual no Distrito Federal. No entanto, como era réu primário, não foi preso. O médico também foi denunciado no Paraná, mas o caso foi arquivado. 

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