Caminhoneiros fazem paralisação para pressionar Senado a votar MP do Frete; veja vídeo
Na Baixada Santista, os manifestantes se concentraram desde a madrugada na descida do Viaduto da Alemoa, nas proximidades do Porto de Santos.

Durante o protesto, uma carreta foi posicionada transversalmente na pista, bloqueando temporariamente o acesso de veículos.
Caminhoneiros autônomos da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, iniciaram uma paralisação nesta segunda-feira (13) para pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória (MP) 1.343, conhecida como MP do Frete. A proposta altera as regras do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas e prevê novos benefícios para a categoria.
O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, mas precisa ser analisado pelos senadores até o próximo dia 16 de julho. Caso o prazo expire sem votação, a medida provisória perderá a validade.
O ato faz parte de uma mobilização nacional organizada por caminhoneiros autônomos. Na Baixada Santista, os manifestantes se concentraram desde a madrugada na descida do Viaduto da Alemoa, nas proximidades do Porto de Santos. Durante o protesto, uma carreta foi posicionada transversalmente na pista, bloqueando temporariamente o acesso de veículos.
Em nota, a Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que a interdição foi parcial e durou menos de uma hora. Segundo o órgão, os manifestantes liberavam a passagem sempre que solicitados, e as operações no porto seguiram normalmente. Após o ato, o trânsito foi totalmente restabelecido.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou lentidão na região durante a manifestação. Equipes da Polícia Militar e agentes municipais acompanharam o protesto para garantir a segurança e a organização do tráfego. A Prefeitura de Santos informou que havia sido comunicada previamente pelo sindicato sobre a mobilização pacífica.
Convocação e protesto
O presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automores (Abrava), Wallace Landim, anunciou, na noite desse domingo (12), que a categoria dos caminhoneiros fará uma paralisação nos portos desde meia-noite desta segunda-feira (13). O objetivo da ação é pressionar para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), coloque a Medida Provisória (MP) nº 1.343 em votação na Casa.
“Há duas semanas, a gente vem lutando para que o Senado coloque na pauta para ser votado e até agora nada. Foi feita uma deliberação da categoria que, a partir da 0h agora do dia 13/7, os portos irão parar. A gente vai acompanhar em todos os cenários nacionais, como a gente fez em 2018”, disse o líder dos caminhoneiros, conhecido como Chorão, em vídeo divulgado nas redes sociais.
A manifestação foi convocada na última sexta-feira (10) pelo Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam-Santos). O presidente da entidade, Luciano Santos de Carvalho, orientou os caminhoneiros a não aceitarem novas cargas desde domingo (12), destacando que a aprovação da MP é considerada essencial para a categoria.
O movimento também ganhou apoio da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava). O presidente da entidade, Wallace Landim, utilizou as redes sociais para convocar paralisações em diferentes estados do país e aumentar a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que a proposta seja incluída na pauta de votação.
A chamada Tabela do Frete, instituída pela Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, estabelece os valores mínimos que devem ser pagos pelos serviços de transporte de cargas em todo o Brasil. Os caminhoneiros defendem que a aprovação da MP é fundamental para garantir maior segurança econômica e previsibilidade aos profissionais do setor.














