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29 de Junho de 2022, 11h:09 - A | A

GERAL / CAÇADA A ASSASSINO

Atirador que matou sogro em farmácia é considerado “foragido” e nome é incluído na Interpol

Nessa quarta-feira (29), efetivo de policiais estão fazendo buscas na região de Joviânia e Edéia, onde Felipe Gabriel tem parentes, amigos influentes e ganhando “cobertura”.

MÁRIO ANDREAZZA
REDAÇÃO G5



Felipe Gabriel Jardim Gonçalves, que matou o sogro, João Rosário Leão, 62 anos, com um tiro na cabeça e outro no peito, dentro da farmácia da vítima, no cruzamento da Avenida T-4, com a T-13, no Setor Bueno, em Goiânia, no fim da manhã desta segunda-feira (27), foi colocado, oficialmente, na lista de foragidos da Justiça nesta quarta-feira (29).

Segundo o delegado Rhaniel Almeida, responsável pelas investigações em andamento na Delegacia de Investigações de Homicídios (DIH), estão sendo tomadas as providências para que o nome do acusado seja incluído ainda no banco de dados da Polícia Internacional (Interpol).

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Felipe, filho de um coronel da Polícia Militar (PM), era servidor da Superintendência Municipal de Trânsito e Mobilidade (SMM), porém, foi exonerado ainda na segunda-feira (27), após a repercussão do caso e segue “foragido” desde então.

“O investigado já é considerado foragido. Contra ele há expedido mandado judicial de prisão temporária. A DIH também está tomando as providências para inserir o autor no banco de dados da Interpol”, explica o delegado Rhaniel Almeida.

Nessa quarta-feira (29), efetivo de cerca de 20 policiais estão fazendo buscas na região de Joviânia, onde o pai, coronel aposentado da PM, mora e é ex-prefeito e o tio é o atual prefeito, pela suspeita de que o acusado possa estar se escondendo nessa região.

Sobre a inclusão do nome de Felipe no banco de dados da Interpol, o delegado Rhaniel Almeida explica ser precaução para impedir caso o procurado tente sair do país.

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 Nessa quarta-feira (29), efetivo de cerca de 20 policiais estão fazendo buscas na região de Joviânia

Ainda na tarde dessa terça-feira (28), o advogado Júlio de Brito, que assumiu a defesa do atirador, procurado pela polícia após matar a tiros o sogro foi à Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), em Goiânia, negociar a apresentação do cliente, foragido desde que cometeu o homicídio.

Brito, ao deixar a delegacia, explicou que foi à unidade policial tratar da “entrega” de Felipe, conversou com o delegado Rhaniel Almeida e confessou que o cliente está em “tratamento”, não deve fazer mal a ninguém e, consequentemente, tenta conseguir que o atirador responda ao crime em liberdade.

Acrescentou que o procurado, durante a ação que matou o sogro, estava em “surto psicológico”, ou seja, sem capacidade de discernimento sobre o que estava fazendo. Informou que a família dele está preocupada, pois, o acusado teria sido ameaçado antes de cometer o homicídio. Porém, o advogado não deu detalhes sobre o teor e a identidade de quem teria feito as ameaças.

Ressaltou ainda que, agora, depois da conversa com o delegado, vai se reunir com a família do acusado e analisar a melhor maneira de Felipe se entregar, o que deve ser feito em breve, mas não apontou uma data. Ainda citou que a arma usada pelo cliente também será entregue.

"Nós vamos trabalhar da melhor maneira para se fazer Justiça. Tratamos [com o delegado Rhaniel Almeida] da entrega do Felipe e agora vamos tratar com a família para ver a melhor maneira dele se entregar e entregar a arma. Ele não quer se esconder, quer responder à Justiça. Mas não quer correr riscos e está se sentindo ameaçado", afirmou Brito.

Apesar da promessa de que vai se entregar a qualquer momento, as buscas pelo paradeiro de Felipe continuam. No entanto, a nova estratégia da defesa, para impedir a prisão, é apresentar laudo médico que comprovaria que Felipe sofre de “psicose” desde os 5 anos.

Caso segue em investigação.

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