Asfalto solta e autódromo vai fechar por 45 dias para reconstrução
Asfalto se soltou durante provas da Stock Car; Governo de Goiás cobra explicações, pede laudos técnicos e vai notificar empresas responsáveis pela obra e pelo MotoGP no Brasil

Estado vai realizar nesta semana intervenções emergenciais para garantir a realização das próximas provas previstas no calendário.
Secom Goiás
O Autódromo de Goiânia voltará a interromper as atividades por até 45 dias a partir de junho para uma nova etapa de reconstrução do asfalto da curva 5, trecho que apresentou falhas e se desprendeu durante as disputas da Stock Car, Stock Light e Turismo Nacional. A decisão foi tomada pelo Governo de Goiás após o problema atingir um dos pontos mais críticos do circuito e acender o alerta sobre a qualidade da obra executada recentemente.
Antes da paralisação total, o Estado vai realizar nesta semana intervenções emergenciais para garantir a realização das próximas provas previstas no calendário. As ações paliativas servirão para preparar a pista para o Moto 1000 GP, marcado para o próximo fim de semana, e para o Marcas e Pilotos Centro-Oeste, programado para os dias 30 e 31 de maio.
Segundo o secretário estadual de Esporte e Lazer, Welington Peixoto (PRD), a reconstrução definitiva exigirá não apenas a recomposição do trecho danificado, mas também o tempo necessário para estabilização do material aplicado.
“O trabalho de recuperação do asfalto é de três dias, mas precisa dar o tempo para a cura do asfalto. Foi justamente a cura que não ficou boa e começou a deteriorar”, afirmou.
O problema identificado na curva 5 levou o governo estadual a reforçar a fiscalização sobre a execução da obra. Além da nova recuperação do pavimento, a gestão estadual decidiu abrir uma frente técnica para apurar as causas do defeito e cobrar responsabilidades.
De acordo com Welington Peixoto, o Estado notificará a Interpub, empresa detentora dos direitos de organização do MotoGP no Brasil, e a JZ Engenharia, responsável pela pavimentação do autódromo, para que as empresas participem do processo de reconstrução e apresentem esclarecimentos sobre os serviços executados.
Paralelamente, o Governo de Goiás também determinou a elaboração de dois laudos técnicos para investigar o problema no asfalto. Um será produzido pela Goinfra e outro ficará a cargo de uma empresa externa, que ainda será contratada. O objetivo é identificar as causas da deterioração precoce do pavimento e apontar eventuais falhas no processo de execução e cura do material.
Com a nova interdição prevista para junho, o autódromo passará por mais uma etapa de obras em meio à preparação do complexo para grandes competições nacionais e internacionais, enquanto o governo intensifica a fiscalização e cobra respostas das empresas envolvidas no projeto.
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