Advogado que pediu a condenação do próprio cliente é encontrado morto
Rodrigo Pantaleão ficou conhecido após surpreender ao concordar com acusação contra o próprio cliente em sessão judicial virtual; corpo foi achado em apartamento no Itacorubi sem sinais de violência

O advogado Rodrigo Pantaleão foi encontrado morto na quinta-feira (25) dentro de sua residência no bairro Itacorubi, em Florianópolis.
O advogado Rodrigo Pantaleão, que ganhou repercussão nacional após um episódio inusitado em uma audiência online em maio, foi encontrado morto nesta quinta-feira (25) dentro de sua residência no bairro Itacorubi, em Florianópolis. Segundo a Polícia Civil, o corpo foi localizado após vizinhos acionarem as autoridades devido a um forte odor vindo do imóvel. Não havia sinais de arrombamento nem indícios imediatos de violência, e a principal hipótese inicial é de morte sem participação de crime, embora outras linhas de investigação não tenham sido descartadas.
A história que levou Rodrigo Pantaleão ao centro das atenções começou em uma audiência de instrução na 3ª Vara Criminal de Florianópolis. O episódio ocorreu durante uma sessão online envolvendo um réu acusado de tráfico de drogas. Assista vídeo aqui.
O que deveria ser uma defesa técnica comum acabou virando surpresa no meio jurídico e nas redes sociais: o advogado constituído pelo próprio acusado afirmou concordar com os argumentos do Ministério Público e, na prática, pediu a condenação do cliente.
Segundo o andamento da audiência, o defensor declarou que não tinha mais nada a acrescentar e aderiu integralmente à acusação apresentada pela promotoria, o que causou espanto imediato na sessão.
Diante da situação, a juíza responsável interrompeu o ato processual e considerou que o réu estava sem defesa adequada. Ela declarou o acusado indefeso e concedeu prazo de três dias para a contratação de novo advogado. Caso isso não ocorra, um defensor dativo será nomeado. O julgamento acabou suspenso antes da sentença.
O caso já vinha de uma reviravolta anterior: o réu estava sendo defendido por uma advogada de Florianópolis que deixou o processo após se tornar alvo de uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina, sendo considerada foragida.
Com isso, a ação penal segue paralisada até que uma nova defesa seja formalmente constituída, o que permitirá a retomada da fase final do julgamento por tráfico de drogas.
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Meses depois da repercussão do episódio, a morte de Rodrigo Pantaleão foi confirmada pela Polícia Civil. O corpo foi encontrado em seu apartamento após vizinhos relatarem forte odor vindo do local.
A área foi isolada para perícia, e os investigadores informaram que não havia sinais de arrombamento nem evidências iniciais de violência no interior do imóvel.
A Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB/SC) afirmou que acompanha o caso e cobrou apuração detalhada das circunstâncias da morte.
A Polícia Civil trata o caso, por ora, como morte sem indícios de crime, mas reforça que outras hipóteses seguem sob análise. Exames periciais devem ajudar a esclarecer o que aconteceu no período entre o último contato conhecido do advogado e a descoberta do corpo.
Enquanto isso, o episódio que já havia colocado o nome de Rodrigo Pantaleão no centro de uma polêmica judicial agora ganha um desfecho inesperado, cercado de dúvidas e investigação em curso.
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