Adolescente espancado por PM relata momentos de terror em Catalão; veja vídeo
O jovem afirmou que acreditou que seria morto durante a ação e que, enquanto era espancado e ameaçado, pensava apenas na própria família.

Segundo o relato, ele viu uma viatura da Polícia Militar passar pela rua e olhou na direção do veículo.
O adolescente de 16 anos agredido por um policial militar enquanto seguia para o trabalho, em Catalão, no sudeste de Goiás, falou pela primeira vez sobre o caso. Ainda abalado, o jovem afirmou que acreditou que seria morto durante a ação e que, enquanto era espancado e ameaçado, pensava apenas na própria família.
"Achei que ia morrer. Enquanto ele me agredia e me ameaçava, eu só conseguia pensar na minha família", relatou o adolescente à TV Anhanguera.
O caso aconteceu quando o jovem, que trabalha como aprendiz em uma loja de autopeças há cerca de um ano e meio, chegava ao serviço. Segundo o relato, ele viu uma viatura da Polícia Militar passar pela rua e olhou na direção do veículo. Pouco depois, o segundo-sargento Ricardo Lima Nascimento desceu da viatura e iniciou as agressões.
De acordo com as investigações, o policial desferiu socos no rosto do adolescente, o derrubou no chão, o atingiu com uma cadeira e, em seguida, apontou uma arma para a cabeça da vítima. O jovem foi socorrido e encaminhado ao hospital, onde recebeu atendimento médico e levou pontos no rosto devido aos ferimentos.
Preso e liberado
Após o episódio, o sargento Ricardo Lima Nascimento foi conduzido ao batalhão da Polícia Militar em Catalão, onde prestou depoimento. Em seguida, foi preso em flagrante e transferido para o Presídio Militar, em Goiânia. Após audiência de custódia, a Justiça determinou a soltura de Ricardo mediante pagamento de fiança no valor de R$ 3 mil.
Segundo a Polícia Militar, o sargento ingressou na corporação em 2010 e não havia registros anteriores de ocorrências disciplinares envolvendo seu nome. Apesar da prisão do militar, o adolescente afirma que ainda vive com medo.
"Tem um certo medo que a gente fica, um medo de perseguição. Um dia ele vai sair da cadeia. Eu não sei o que vai ser depois. É mais uma preocupação, o que ele pode fazer a respeito disso", desabafou.
Em nota, a Polícia Militar de Goiás informou que adotou todas as providências legais, administrativas e disciplinares cabíveis e reforçou que não compactua com qualquer desvio de conduta praticado por integrantes da corporação.
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