100 municípios goianos adiam retomada de aulas presenciais; outros 20 ainda avaliam
Governo autorizou retomada nas escolas estaduais, mas prefeitos adiaram volta das aulas presenciais

Apesar de o Governo ter autorizado a retomada das aulas presenciais em todas as escolas estaduais, cerca de 100 municípios goianos não vão aderir a volta na rede municipal. A declaração foi dada pelo presidente da Federação Goiana de Municípios (FMG), Haroldo Naves (MDB), prefeito de Campos Verdes. O motivo é o baixo índice de vacinação em grande parte dos municípios.
A vacina contra covid ainda é aplicada, em alguns municípios, na população com mais de 54 anos.
"Aquele prefeito que está numa microrregional que o mapa epidemiológico fala que ele está numa situação de calamidade, ele tem mais dificuldades de voltar às aulas. Alguns municípios que têm dificuldade de voltar porque não tem a vacina", disse. Ele explica ainda que algumas cidades têm recebido baixo número de imunizantes devido ao Censo, que foi realizado há mais de 10 anos, deixando o número de habitantes incerto.
"O gestor municipal tem autonomia para fazer o seu decreto de voltar ou não as aulas. Muitos deles estão entendendo que só deve voltar após a segunda dose nos professores. Cada gestor tem sua autonomia", completou. As aulas na rede estadual, entretanto, deve voltar neste momento.
Ainda de acordo com a FGM, 126 municípios vão retomar as aulas, outros 100 municípios decidiram adiar a medida e 20 ainda estão avaliando.
O evento, que também teve a participação do deputado federal delegado Waldir (PSL), serviu para alinhar a retomada presencial das atividades educacionais. O parlamentar afirmou ser contra a retomada, pois muitos municípios, além de faltar vacinas, não têm equipamentos de proteção individuais (EPIs) para oferecerem aos alunos, professores e demais profissionais que atuam na rede estadual e municipais.
"Eu, pessoalmente, sou contrário ao retorno neste momento. 'Ah, mas está liberando todas as atividades'. No meu ponto de vista é um erro liberar todas as atividades, nós estamos com uma cepa D [Delta] aí que pode tornar isso muito grave. Você sabe que se a criança que estiver na escola for infectada ela vai para casa, na casa dela tem o avô, tem a mãe tem o pai, aí vai virar uma onda de contaminação", disse.
"Nós temos que lembrar que nós estamos no Brasil. Não estamos na Europa, Estados Unidos, nós estamos no Brasil. Aqui, normalmente, as consequências são muito graves. Se nós não temos nem o álcool em gel nas escolas, imagine a situação dos prefeitos", completou.
Secretaria Estadual de Saúde
Maioria das regiões de Goiás estão em situação de calamidade ou situação crítica













