Quem tem ronco e apneia pode ter até 60 paradas respiratórias por hora, diz médico
Dr. André Siqueira explica que o excesso de peso é uma das causas principais tanto para o ronco quanto para a apneia, já que a gordura cervical pode impedir a respiração durante o sono

O G5News recebeu o médico otorrinolaringologista Dr. André Siqueira, que explicou sobre os transtornos do sono, como o ronco, a apneia, “paradas respiratórias”, causas e consequências desses distúrbios que podem levar a pessoa à morte caso não sejam tratadas. Vídeo no final do texto
O médico explica que o ronco sozinho, apesar de incômodo para quem divide o quarto com o paciente, não é um problema. No entanto, como acontece na maioria dos casos, as motivações que causam o ronco muitas vezes trazem junto a apneia, que se trata de um distúrbio do sono que faz a pessoa parar de respirar diversas vezes durante o sono.
André Siqueira aponta que entre as causas do ronco e da apneia está o excesso de peso. Acrescenta que os homens são os mais afetados, já que, geralmente, acumulam mais gordura na região cervical e abdômen, enquanto mulheres costumam ter a gordura espalhada.
“Quando a gente ganha essa gordura cervical, geralmente, a musculatura não deixa essa gordura expandir, causa um fechamento da via aérea, principalmente a faringe. A partir do momento que vamos ganhando peso, a faringe vai se fechando com a gordura por fora dela. Quando fecha a laringe, ela vai ter a vibração, que causa o ronco, e o que vem associado ao ronco? A apneia, que é o fechamento da faringe e a parada da passagem de ar, impedindo a respiração”, explicou o especialista.
Sobre as “paradas respiratórias” durante o sono, o médico explica que em casos graves uma pessoa pode parar de respirar de 10 a 20 segundos por minuto, ou seja, em uma hora, ficar sem respirar 60 vezes.
“O maior risco é de eventos cardiovasculares, aumento de pressão arterial, infarto agudo do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais [AVCs]. Então a gente tem durantes essas paradas respiratórias, que são as apneias, a liberação de adrenalina no sangue, liberação de hormônios, principalmente de hormônios de estresses que faz com que o batimento cardíaco aumente e, consequentemente, aumente o risco de um evento cardiovascular durante a noite de sono”.
Em alguns casos, sem tratamento, esses eventos cardiovasculares podem levar o paciente a sequelas graves ou até mesmo à morte.
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