Presidente da Comissão Eleitoral da OAB explica diferença entre patrão pedir voto e coagir funcionário
O G5News conversou com a advogada Diana Fiedler que tirou dúvidas de tudo o que pode ou não pode nas eleições, principalmente, dentro desse cenário tão polarizado

Em meio à polarização política na corrida presidencial, com várias “denúncias” de empresários tentando influenciar no voto dos funcionários e, até mesmo, fazer com que eles saiam “pedindo” votos para determinado candidato, o G5News conversou com a presidente da Comissão Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Aparecida de Goiânia, a advogada Diana Fiedler, que explicou o limite entre “coação” e liberdade de conversar sobre preferências eleitorais dentro dessa relação patrão/funcionário.
A advogada deixou claro que a Constituição Federal garante o direito da liberdade “de falar” o que quisermos, porém, seremos responsabilizados por aquilo que falamos.
Em seguida, a especialista em direito eleitoral traça o limite entre coagir e orientar em relação ao voto. Diana explica que o “chefe” não pode usar de sua força hierárquica, com chantagens ou ameaças, para obrigar seus funcionários a votar no candidato mais interessante para ele, mas pode sim conversar sobre as eleições, expor suas preferências e explicar o porquê determinado candidato é mais interessante para ele, para a empresa e assim orientar em relação ao tema.
“A liberdade de falar o que eu quero está na Constituição Federal, mas só que também está na Constituição Federal que eu respondo por aquilo que eu digo. A diferença entre coagir e orientar é muito clara, coagir é eu usar da minha força trabalhista, eu usar da minha força de chefe para obrigar o meu funcionário a votar naquele determinado candidato que é mais interessante. Mas veja bem, eu como também tenho a Liberdade individual, inclusive como pessoa jurídica, de manifestar a respeito do voto, eu também posso conversar a respeito das minhas preferências políticas, isso não é crime”, explicou a especialista.
Ainda dentro do tema, Diana ainda abordou sobre a importância da política na vida do cidadão, outras questões de crimes eleitorais, sobre pessoas que deixaram de votar no primeiro turno e ainda deu dicas de como fazer um segundo turno tranquilo.
Assista a entrevista

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