Especialista destaca necessidade de conversa em casa para salvar vidas
Outro destaque da entrevista, com a Gerente da Central Estadual de Transplante de Goiás, Katiúscia Freitas, é a desmistificação de mitos, que impedem famílias de liberarem a doação por causa de fake news e desconhecimento.

O G5 Entrevista conversou com a Gerente da Central Estadual de Transplante de Goiás, Katiúscia Freitas, que destacou a diminuição de doações no pós-pandemia e a necessidade de ampliar esses números, já que a fila de espera por um transplante está muito grande e essas pessoas aguardam pela oportunidade de continuar vivendo por meio dessa doação.
Katiúscia explicou que apenas pessoas vítimas de “morte cerebral” estão aptas a doarem órgãos. No entanto, quando se trata da doação de córneas, que tem o maior número de goianos aguardando na fila hoje, a causa morte pode ser qualquer uma, respeitando alguns critérios, ou seja, o número de doações deveria ser muito maior, mas falta conscientização.
Como ação efetiva para que a cultura de doação de órgãos cresça no país, a especialista destaca a necessidade de as pessoas conversarem sobre o tema em casa. É um assunto desconfortável, mas importante para que no momento em que a família tenha que tomar essa decisão, momento muito difícil e de dor, saiba como proceder e ter a consciência que estará salvando outras vidas e respeitando a vontade do ente que partiu.
A gerente, durante a entrevista, citou alguns exemplos de mães e outros familiares que decidiram doar os órgãos dos filhos e outros parentes porque em algum momento, seja assistindo série, filme ou novela, o tema apareceu, o assunto foi discutido e a vítima declarou a vontade de doar para salvar outras pessoas vendo esse ato como “forma de amor”.
Outro destaque da entrevista é a desmistificação de mitos, muitos que impedem de a família liberar a doação por causa de fake news e desconhecimento.
Ainda durante a conversa, Katiúscia explica como é feita a entrevista com familiares para a captação, o tempo para que cada órgão seja removido e o prazo para que seja transplantado, doenças e critérios que impedem a pessoa de ser um doador e muitas outras curiosidades.
Confira a entrevista na íntegra:

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