Analistas divergem sobre censura à Jovem Pan e petista diz que Bolsonaro também é ex-presidiário
Declaração do advogado Edilberto Dias ocorreu durante participação no Podcast Conexão Goiás, do G5News.

Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), o advogado e analista político Edilberto Dias levantou polêmica no Podcast Conexão Goiás ao afirmar que o presidente Jair Bolsonaro (PL), assim como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é um ex-presidiário e foi expulso do Exército. Assista trecho do vídeo no final da reportagem ou podcast completo AQUI
Edilberto relembra que, à época, Bolsonaro chegou a ser preso, o que também permite a pecha. Realmente, o agora presidente foi preso por 15 dias no ano de 1986, quando tinha 31 anos e era paraquedista do Exército, porém, por indisciplina, qaue nada tem a ver com corrupção, como é o caso de Lula.
Bolsonaro foi detido por escrever, sem consultar seus superiores, um artigo para a Revista Veja em que pede aumento salarial para a tropa.
Ele foi punido por "ter ferido a ética, gerando clima de inquietação na organização militar" e "por ter sido indiscreto na abordagem de assuntos de caráter oficial, comprometendo a disciplina", segundo matéria de 2017 da Folha, com base em documentos do STM (Superior Tribunal Militar).
O momento foi um dos pontos “quentes” que está pipocando na mídia após decisão do Superior Tribunal Eleitoral (TSE) de censurar a Jovem Pan, ou seja, impedi-la de chamar Lula de ex-presidiário.
Em relação à citação de Edilberto sobre as acusações da Revista Veja de que Bolsonaro e outro oficial elaboraram um plano para explodir bombas-relógios em unidades militares do Rio de Janeiro é importante lembrar que a informação não é verídica.
Agência de checagem aponta que Bolsonaro negou a autoria de qualquer plano de bombas e citou que dois exames grafotécnicos resultaram inconclusos.
"Perícia da Polícia Federal, porém, foi inequívoca ao concluir que as anotações eram dele", diz trecho da reportagem da Folha de São Paulo.
Por conta do plano exposto pela Veja, Bolsonaro acabou sendo condenado pelos coronéis por unanimidade. Porém, foi absolvido depois em recurso acolhido por ministros do STM (Superior Tribunal Militar), por 8 votos a 4.
Por causa disso, nunca foi expulso.

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