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06 de Julho de 2021, 19h:17 - A | A

ESPORTES / LACRAÇÃO NO ESPORTE

Grupo LGBT aciona Comissão de Ética da Fifa para obrigar jogador usar número 24 na Copa América

Grupo Arco-Íris entra com representação para reclamar formalmente sobre uma possível violação das normas de Direitos Humanos e de não-discriminação

GLOBO ESPORTE




Após mover uma ação judicial, o Grupo Arco Íris de Cidadania LGBT entrou esta semana com uma representação contra a CBF no Comitê de Ética da Fifa para questionar a omissão do número 24 entre os jogadores da Seleção na Copa América. A associação sem fins lucrativos, que existe há 25 anos, questiona as razões pelas quais a Seleção não utiliza o numeral na camisa em competições oficiais.

Na representação, o Grupo Arco Íris de Cidadania LGBT acredita que houve uma possível violação das normas de Direitos Humanos e de não-discriminação com a escolha da seleção brasileira em não utilizar a numeração no torneio. A equipe comandada por Tite é a única na Copa América sem jogador com 24 nas costas.

O documento narra que o preconceito faz parte do futebol brasileiro e pede a abertura de investigação por parte da Fifa contra a CBF.

"Em razão da possibilidade de inscrição de até 28 jogadores que é possível observar a situação aqui abordada, qual seja a não utilização do número 24 pela seleção brasileira, visto a inscrição de 24 jogadores para a competição, em que a numeração é ordenada de 1 a 23, pula o 24, e continua no número 25" diz um trecho do documento, que acrescenta:

"A seleção brasileira pula o número 24 em sua escalação, passando do número 23 (Ederson) para o número 25 (Douglas Luiz)".

Na própria representação, o grupo expõe a resposta da CBF, que afirma que a não utilização do número 24 se deu “em razão de sua posição (meio-campo) e por "mera liberdade".

Confira a resposta da CBF íntegra:

"O Regulamento inicial da Conmebol Copa América 2021 (“Competição”) determinava que apenas 23 jogadores poderiam ser inscritos (doc. 3). Essa quantidade de atletas é a tradicionalmente observada em competições internacionais da Conmebol e da FIFA. A numeração utilizada pelos atletas tem relação com questões desportivas apenas. No momento inicial, a organização da competição estabeleceu a utilização dos números 1 a 23 de forma sequencial, o que foi feito pela seleção brasileira ao inscrever 23 atletas. No entanto, posteriormente, o Regulamento da Competição foi alterado (doc. 4) e foram concedidas 5 (cinco) vagas adicionais, em razão da possibilidade de troca de jogadores por conta de eventual contaminação por Covid-19. Apesar de tal faculdade, que foi utilizada por outras seleções para convocar mais 5 (cinco) atletas, como a CBF vem cumprindo rigorosamente os protocolos sanitários e não apresentou casos de contaminação, a Comissão Técnica sentiu-se confortável em convocar apenas mais um jogador, além dos 23 (vinte e três) inicialmente inscritos, e, para esse jogador, em razão de sua posição (meio campo) e por mera liberalidade, optou-se pelo número 25. Como poderia ter sido 24, 26, 27 ou 28, a depender da posição desportiva do jogador convocado: em regra, numeração mais baixa para os defensores, mediana para volantes e meio campo, e mais alta para os atacantes".

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