Goleiro baleado por PM pode ficar quatro meses sem jogar e busca justiça
O caso ocorreu na noite de quarta-feira (10) no Estádio Jonas Duarte durante uma confusão na partida entre Grêmio Anápolis e o Centro Oeste.

O goleiro do Grêmio Anápolis, Ramon Souza, 22 anos, ficará afastado dos gramados por três a quatro meses após ser atingido por uma bala de borracha disparada por um policial militar durante uma confusão na partida contra o Centro Oeste, válida pela 12ª rodada da Divisão de Acesso do Campeonato Goiano.
O caso ocorreu na noite de quarta-feira (10) no Estádio Jonas Duarte.
O representante legal do jogador de 22 anos e do clube anunciou que irá buscar indenização na Justiça assim que um laudo médico detalhado for emitido, mensurando os impactos sofridos pelo atleta.
Além disso, um processo será aberto na Justiça Desportiva para impedir que o policial envolvido participe de futuros eventos esportivos.
A Corregedoria da Polícia Militar abriu um processo para investigar a conduta do PM, o que pode resultar em punição administrativa.
Depoimento do goleiro
Na manhã de quinta-feira (11), Ramon Souza prestou depoimento na Polícia Civil, onde foi aberto um inquérito por lesão corporal.
Segundo o boletim de ocorrência, a confusão teve início com uma discussão entre um jogador do Centro Oeste e um gandula, evoluindo para um tumulto generalizado.
O goleiro afirmou que a discussão já havia se encerrado quando o policial empurrou um jogador do Grêmio Anápolis e ordenou que Ramon se afastasse.
O jogador então pediu que o PM abaixasse a arma, momento em que foi atingido pelo projétil de borracha.
Ramon relatou ainda que o mesmo policial apontou a arma para outros jogadores e os ameaçou.
O goleiro descreveu o comportamento do agente como violento desde sua chegada ao local, mesmo após a confusão ter sido apaziguada.
Em um vídeo divulgado pelo Grêmio Anápolis, Ramon expressou sua indignação e tristeza pelo ocorrido: "Nunca imaginei passar por isso. A gente fica abalado psicologicamente. Eu estava no meu ambiente de trabalho, nunca imaginei que chegaria a esse ponto. Agora é continuar fazendo o que sempre faço, trabalhar para melhorar e voltar a jogar futebol quanto antes."
A Polícia Civil também ouviu um diretor do clube e recolheu o projétil que atingiu o goleiro como prova.
O caso segue sob investigação.














