Vorcaro dá pito e "Léo Dias" apaga matéria sobre Bolsonaro
Quem vê o silêncio em torno de “Dark Horse”, o filme norte-americano que vai retratar Jair Bolsonaro como um autêntico...

Quem vê o silêncio em torno de “Dark Horse”, o filme norte-americano que vai retratar Jair Bolsonaro como um autêntico "herói", não imagina o tamanho do bafafá nos bastidores.
Mensagens exclusivas obtidas pelo Intercept Brasil revelam que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro — apontado como o principal pagador de promessas (e de boletos) do longa —, atua como um verdadeiro censor para blindar o projeto.
O caso aconteceu quando o Portal Leo Dias soltou em primeira mão, em agosto do ano passado, que a produção tinha começado. Bastou a notícia ir para o ar para o banqueiro rodar a baiana no WhatsApp de Thiago Miranda, empresário e sócio do site.
Irritadíssimo, Vorcaro cobrou o cumprimento do trato de "não divulgar nada". O puxão de orelha foi tão forte que o sócio do portal não só assumiu o erro, como correu para apagar o texto em menos de uma hora.
Para acalmar o padrinho financeiro, Miranda avisou que já tinha acionado os "produtores executivos" do filme na política — os deputados Mario Frias e Eduardo Bolsonaro —, além do senador Flávio Bolsonaro, que teria negociado impressionantes R$ 134 milhões com o banqueiro para a obra.
A matéria apagada, resgatada em arquivos da internet, contava que o filme vai amenizar as polêmicas de Bolsonaro, focar na facada e que Hollywood estava sofrendo para achar atores que falassem inglês com sotaque brasileiro para interpretar Michelle, Carlos, Flávio e Eduardo.
No fim, a fofoca caiu, o texto sumiu, mas o recibo de quem manda no filme ficou muito bem guardado.















