Filas dobram quarteirões a dois dias do prazo final para tirar título
Não adianta culpar o sistema, o calor ou a lentidão dos guichês: o cenário de caos na Central de Atendimento ao Eleitor, no Setor...

Não adianta culpar o sistema, o calor ou a lentidão dos guichês: o cenário de caos na Central de Atendimento ao Eleitor, no Setor Bueno, é o retrato fiel de um hábito cultural que insiste em não mudar. A dois dias do fim do prazo para regularizar o título, a fila que dobra o quarteirão em Goiânia é composta por cidadãos que tiveram desde fevereiro para resolver suas pendências, mas preferiram o "atropelo" do último minuto.
Os números do TRE-GO não mentem e expõem a desídia: a média de atendimentos, que era de 3 mil na primeira quinzena de abril, saltou para 7 mil diários com a proximidade do fechamento do cadastro. É um pico de demanda artificial, criado pela própria população, que sobrecarrega servidores e castiga quem realmente precisava de atendimento presencial.
>>> Clique aqui e receba notícias de Goiás na palma da sua mão
>>> Acesse este link e siga a notícia em tempo real no Instagram
Embora o entusiasmo dos jovens de 15 a 18 anos — que somam mais de 30 mil novos títulos — seja louvável, a aglomeração de última hora apenas para cumprir uma "obrigação" demonstra que a consciência cívica ainda patina na organização pessoal. Reclamar da fila é fácil; difícil é entender que a democracia exige pontualidade antes mesmo do dia da votação.













