Com Gayer a tiracolo, caminhada de Nikolas é ato encenado para manter base

A “caminhada da liberdade” de Nikolas Ferreira tem menos sola de sapato e mais cálculo político. Em carta aberta, o deputado mineiro tenta afastar a ideia de vaidade, mas o roteiro é clássico: discurso de “bem contra o mal”, Bolsonaro como mártir central e aceno direto à base mais fiel. A peregrinação de 240 km vira ato simbólico, pensado para redes sociais, não para o asfalto.
Nikolas diz que não é espetáculo, mas faz vídeo, solta carta e marca data de chegada. Tudo milimetricamente calculado. A ideia não é convencer o país, é manter a militância aquecida e ocupada emocionalmente.
O gesto ganhou reforço de aliados ideológicos, como Gustavo Gayer (PL-GO), que aderiu rápido ao roteiro. Gayer sabe o jogo: aparecer ao lado de Nikolas é falar direto com o mesmo eleitorado. No fim, a caminhada é menos sobre Brasília e mais sobre 2026.













