Wilder insiste no governo, mas ordem para apoiar Daniel partiu de Bolsonaro

O senador Wilder Morais diz, repete e insiste que será candidato ao governo de Goiás. O problema é que, dentro do próprio PL, ninguém mais está jogando esse jogo com ele. A decisão já foi tomada lá em cima: o partido vai apoiar a reeleição do vice-governador Daniel Vilela (MDB). E essa ordem não saiu de Goiânia, saiu de Brasília — mais precisamente de Jair Bolsonaro.
Nos bastidores, corre a versão de que o PL se aproxima do grupo de Ronaldo Caiado por influência de Gustavo Gayer, que mira o Senado. Mas a apuração mostra outra coisa: Bolsonaro quer bancada, não aventura. Deputados e senadores eleitos significam poder real no Congresso. E poder, nesse momento, vale mais do que palanque.
Com um Congresso forte, Bolsonaro mantém influência política e abre caminho para pautas que lhe interessam diretamente — entre elas, a anistia aos condenados do 8 de janeiro. Se Lula continuar no Planalto, essa força legislativa vira questão de sobrevivência política. Além disso, Bolsonaro não quer que se repita o ocorreu na campanha eleitoral municipal, aonde o partido saiu rachado e mais fraco devido às brigas dentro da própria legenda.
Wilder sabe disso. Sabe que não tem voto interno, não tem aval do ex-presidente e não tem apoio do comando nacional. Mesmo assim, insiste. Diz que vai conversar com Valdemar Costa Neto. Mas aí entra outro fator decisivo: o fundão eleitoral. Valdemar quer bancada grande porque bancada grande garante mais dinheiro e mais controle do jogo.
No fim das contas, o sonho de Wilder virou um problema dentro do próprio partido. No PL, a conta é fria: projeto pessoal não pode atrapalhar o plano maior. E, hoje, o plano maior passa longe do nome dele.












