Wilder insiste em candidatura própria e amplia racha no PL

O senador Wilder Morais (PL) voltou a usar a vitrine do projeto Rota 22 para defender sua candidatura governo de Goiás e reacender a disputa interna no bolsonarismo local. Ao citar nomes como Gustavo Gayer, Lissauer Vieira, Eduardo Prado e Major Vitor Hugo, Wilder tenta ampliar o leque, mas mantém o foco em si mesmo ao reforçar que representa o partido como presidente estadual.
Nos bastidores, a movimentação soa menos como construção coletiva e mais como resistência a um acordo já em estágio avançado com a base do governador Ronaldo Caiado (PSD). Wilder voltou a atacar o vice Daniel Vilela (MDB) e tratou a possível aliança como uma ameaça ao “legado” de Jair Bolsonaro — discurso que, para aliados, também funciona como escudo para preservar sua pré-candidatura.
O problema é que o senador fala em unidade enquanto o PL segue dividido. Gayer trabalha por composição, com vaga ao Senado, enquanto Wilder dobra a aposta no confronto. Ao insistir em palanque próprio para Flávio Bolsonaro, o senador pressiona o partido e ignora o pragmatismo eleitoral que costuma decidir campanhas em Goiás.
A estratégia mantém Wilder no centro do debate, mas prolonga o impasse e empurra a definição para Brasília — inclusive para a visita anunciada ao ex-presidente. Até lá, o PL segue forte no discurso e frágil na convergência.












