Sob (des) comando de Marconi, PSDB entra em fase terminal e perde último governador
Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul, que deve migrar para PP ou PSD, abre ferida irreversível na sigla

O PSDB vive o pior momento de sua história. Na segunda-feira (19), o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, anunciou sua desfiliação da legenda, enterrando a última representação tucana em governos estaduais. O movimento foi confirmado pelo presidente nacional do partido, Marconi Perillo, em reunião em Campo Grande.
A saída de Riedel é simbólica: representa a completa perda de espaço de um partido que já comandou a Presidência da República por oito anos e governou os principais estados do país. Hoje, os tucanos não têm mais peso no mapa político. O próprio Marconi reconhece a derrocada. Em entrevista recente, admitiu que a sigla “chegou ao fundo do poço em 2022” e segue perdendo lideranças.
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Eduardo Riedel, governador do Mato Grosso do Sul
O esvaziamento é visível. Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Raquel Lyra, de Pernambuco, já migraram para o PSD. O ex-governador Reinaldo Azambuja caminha para o PL, de olho no Senado em 2026. Riedel, por sua vez, é cortejado tanto pelo PSD de Gilberto Kassab quanto pelo PP de Tereza Cristina.
Perillo tenta manter otimismo, citando os três deputados federais que permanecem no partido em Mato Grosso do Sul. Mas o fato é que o PSDB, antes protagonista nacional, hoje é apenas sombra de si mesmo.














