PT patina e segue sem nome forte para o governo de Goiás

O PT de Goiás vive o mesmo dilema de eleições passadas: não tem hoje um nome competitivo para disputar o governo do Estado em 2026. E isso pesa — ainda mais para um partido que tem o presidente da República e precisa montar um palanque forte para a tentativa de reeleição de Lula.
Nos bastidores, a dificuldade é antiga. O PT já tentou se aproximar do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e chegou a sondar a marconista Aava Santiago, numa tentativa clara de buscar fora da sigla alguém com voto. Aava recusou o convite, ficou no PSB e mantém o foco em uma candidatura a deputada.
Um dos nomes mais citados é da Delegada Adriana Accorsi, porém, é deve tentar a reeleição à Câmara dos Deputados. Porém, é bom lembrar que Accorsi disputou a prefeitura de Goiânia, começou a campanha como favorita e terminou na terceira colocação.
Dentro de casa, os nomes ventilados não empolgam. O pré-candidato Valério Luiz Filho (PT) é conhecido na militância, mas desconhecido do grande eleitorado. O vereador Rimet Jules (PT), de Anápolis, enfrenta o mesmo problema. Já Tales de Castro (PSB), de Aparecida, é avaliado, mas não aparece como nome capaz de liderar uma disputa estadual. Ludmila Rosa (PSB), aposta de renovação da esquerda, sequer conseguiu se reeleger vereadora em Goiânia.
O resultado é um partido sem rumo claro. A estratégia agora passa por encontrar um nome fora do PT que garanta competitividade, mas em Goiás, estado com a maioria do eleitorado de direita, é difícil fazer alianças até o mesmo com os partidos de Centro.
A definição, porém, não dever rápida, pois a decisão depende de articulações nacionais.













