PSD tenta atrair Zé Mário, mas risco Vanderlan pesa

A possível filiação do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Zé Mário, ao PSD empolgou caciques nacionais — mas, em Goiás, o movimento é visto com sinal amarelo. O motivo é direto: entrar no partido sob o comando do senador Vanderlan Cardoso, atual presidente, pode virar uma armadilha política.
Gilberto Kassab enxerga em Zé Mário a chance de transformar o PSD goiano numa máquina eleitoral robusta, capaz de montar uma das chapas de federais mais competitivas do próximo pleito. Com isso, viria mais força na Câmara, mais acesso aos fundos partidário e eleitoral e, claro, mais peso na mesa de negociações.
Só que nada disso acontece se ele entrar “debaixo” de Vanderlan. E é aí que mora o risco. Sem comando, a leitura é simples: quem se filia ao PSD controlado pelo senador vira refém do projeto pessoal dele — especialmente na corrida pelo Senado, onde o partido não sinaliza abrir espaço para outros nomes.
O caso de Gustavo Mendanha é um aviso vivo: entrou para ser candidato, mas acabou travado pelas ambições do presidente da sigla, que trabalha pela própria reeleição.
Para ter futuro real no PSD — e até compor como vice de Daniel Vilela — Zé Mário teria que assumir o controle do partido. Sem isso, é só mais uma cilada no caminho.












