Prefeitos de Goiás entram na mira do governo por sumiço de R$ 2,2 milhões da Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) colocou ex-prefeitos e ex-secretários de Saúde de 11 municípios no centro de uma cobrança pesada: R$ 2,23 milhões em emendas parlamentares repassadas para a saúde não tiveram prestação de contas. Agora, os citados precisam explicar onde o dinheiro foi parar — ou devolver tudo, com risco de entrar no CADIN estadual e sofrer sanções.
Em Planaltina de Goiás, a cobrança é sobre R$ 200 mil da emenda do deputado Vinicius Cirqueira. Estão na mira a ex-secretária Daniela Borges Meneses Oliveira e o ex-prefeito Eles Reis de Freitas. O dinheiro era para custeio da saúde, mas a prestação nunca apareceu.
Em Itapuranga, o valor é ainda maior: R$ 300 mil, da emenda do deputado Wagner Camargo Neto. A conta caiu no colo da ex-secretária Denise Dias de Souza Brandão e do ex-prefeito Romes Soares da Silva.
Já em Silvânia, também são R$ 300 mil, destinados a investimento, por emenda do deputado Humberto Aidar. A cobrança atinge a ex-secretária Flávia Dalila da Silva Carvalho e o ex-prefeito José da Silva Faleiro.
Em Heitoraí, o valor é menor, mas o problema é o mesmo: R$ 60 mil da emenda do deputado Wagner Camargo Neto. Os notificados são o ex-secretário Valdivino Torquato Alves e o ex-prefeito Lúcio Pires dos Santos.
O maior montante está em Senador Canedo: R$ 800 mil, da emenda do deputado Júlio Pina. A Secretaria cobra explicações do ex-secretário Carlos Maranhão Gomes de Sá e do ex-prefeito Divino Pereira Lemes.
Em Itajá, a pendência é de R$ 75 mil, da emenda do deputado Zé Carapô, envolvendo a ex-secretária Elismone Martins da Silva Pontes e o ex-prefeito Rênis César de Oliveira.
Em Joviânia, são R$ 150 mil, da emenda do deputado Álvaro Guimarães, cobrados do ex-prefeito Max Pereira Barbosa e da ex-secretária Gasparina Ferreira dos Reis Magalhães.
Em Fazenda Nova, o valor é R$ 65 mil, da emenda do deputado Bruno Peixoto, com notificações ao ex-secretário Paulo Henrique de Araújo Fernandes e ao ex-prefeito Afrânio Ferreira Filho.
O mesmo valor, R$ 65 mil, aparece em Firminópolis, também de emenda de Bruno Peixoto, envolvendo o ex-secretário Geraldo Aparecido da Silva e o ex-prefeito Jorge José de Souza.
Em Mambaí, outros R$ 65 mil, da emenda do deputado Bruno Peixoto, recaem sobre o ex-secretário Klener Moreira Barbosa e o ex-prefeito Joaquim Barbosa Filho.
Por fim, em Novo Planalto, a cobrança é de R$ 150 mil, da emenda do deputado Bruno Peixoto, direcionada à ex-secretária Alana Aparecida do Prado Avelar.
Todos têm 10 dias para prestar contas. Se não fizerem, o caminho já está traçado: devolução do dinheiro, processos e mais dor de cabeça.













